República Democrática do Congo na Copa do Mundo 2026: Torcedores enfrentam risco de Ebola nos EUA
A presença da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 2026 gera expectativa, mas torcedores enfrentam desafios devido ao surto de Ebola.
República Democrática do Congo na Copa do Mundo 2026
A República Democrática do Congo estará presente na Copa do Mundo de 2026, mas seus torcedores podem enfrentar dificuldades para entrar nos Estados Unidos devido ao surto de Ebola, conforme informações do Departamento de Estado americano. Uma nova lei, que entrou em vigor na última segunda-feira (18), impõe restrições à entrada de imigrantes da RD do Congo e de Uganda nos EUA.
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A determinação foi emitida pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e se aplica a todos os portadores de passaportes não americanos que tenham estado na RD do Congo, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias. “Esperamos que a Seleção consiga comparecer e participar da Copa do Mundo”, afirmou um funcionário do Departamento de Estado em entrevista à CNN.
O funcionário acrescentou que estão trabalhando para incluir os jogadores em um protocolo de testes e isolamento semelhante ao que se aplica aos cidadãos americanos que retornam e aos residentes permanentes legais. Detalhes sobre esse protocolo ainda não foram divulgados e estão sendo elaborados pelo CDC.
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Até o momento, a RD do Congo está treinando na Europa e pode não estar sujeita às restrições e ao protocolo.
Emergência global e surto de Ebola
O surto de Ebola na RD do Congo e em Uganda foi classificado como uma “emergência de saúde pública de preocupação internacional”. Embora a epidemia, causada pelo vírus Bundibugyo, não atenda aos critérios de “emergência pandêmica”, a crescente quantidade de casos e a falta de uma vacina aprovada geram preocupações sobre a contenção do surto.
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Até o último sábado (16), foram registradas pelo menos 80 mortes suspeitas, oito casos confirmados e 246 casos suspeitos na província de Ituri, no nordeste da RD do Congo, que faz fronteira com Uganda, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Em Kampala, a capital de Uganda, foram confirmados dois casos laboratoriais, incluindo uma morte, ambos sem ligação aparente, mas com histórico de viagem à RDC.
A taxa de mortalidade do Ebola em surtos anteriores variou entre 25% e 90%, com uma média de cerca de 50%. A cepa Bundibugyo apresenta uma taxa de mortalidade estimada entre 25% e 40%, conforme informações da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), que está se preparando para intensificar sua resposta na província de Ituri.