Renan Calheiros perde eleição e deixa o Senado após 32 anos de mandato
Renan Calheiros deixa o Senado após 32 anos ao não conseguir se reeleger em 2026 com 22,24% dos votos.
O senador Renan Calheiros (MDB – AL) não conseguiu se reeleger em 2026 e deixará o Congresso após 32 anos seguidos no cargo. Aos 71 anos, o parlamentar estava no Senado desde 1995, quando tomou posse pela primeira vez. Na disputa deste ano, ele obteve 22,24% dos votos e ficou atrás do adversário, perdendo as eleições depois de mais de três décadas de mandato.
A trajetória de Calheiros na política começou bem antes. Ele foi deputado estadual de Alagoas entre 1979 e 1983 e deputado federal de 1983 a 1991. Já no Executivo, ocupou o cargo de ministro da Justiça entre 1998 e 1999, nomeado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.
No Senado, presidiu a Casa em quatro ocasiões: 2005, 2007, 2013 e 2015.
Relação com o PT marcou a trajetória
A atuação de Renan Calheiros ficou conhecida por momentos de aproximação e afastamento do governo do PT. Durante os primeiros mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva, o senador alagoano integrou a base do governo e ajudou a consolidar o apoio do então PMDB ao partido.
Em 2010, sua legenda elegeu Michel Temer como vice – presidente na chapa de Dilma Rousseff, e Renan se firmou como uma das principais vozes de articulação do partido no Senado.
Esse cenário, no entanto, mudou com o tempo. Já como presidente do Senado, Calheiros foi um dos articuladores e votou a favor do impeachment da ex – presidente Dilma Rousseff. O rompimento com o PT ficou evidente naquele período.
Anos depois, em 2021, ele atuou como relator da CPI da Covid-19. No relatório final, pediu o indiciamento de diversos bolsonaristas, incluindo o do ex – presidente Jair Bolsonaro (PL). A partir daquele momento, o senador retomou a relação com o partido de Lula e passou a contar com o apoio do presidente na tentativa de garantir uma vaga no Senado em 2026.
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Fim de um ciclo no Senado
Com a derrota nas urnas, Renan Calheiros encerra uma longa carreira na Casa Alta. Ele deixa o cargo depois de 32 anos consecutivos, período em que exerceu influência direta em momentos decisivos da política nacional, da base aliada ao impeachment e à CPI da Covid.
Aos 71 anos, o senador alagoano agora se despede do Congresso após não conseguir renovar o mandato.