Relatório da Polícia Civil revela detalhes chocantes sobre o homicídio de Gisele Alves Santana

Relatório da Polícia Civil de São Paulo expõe detalhes chocantes do caso de homicídio envolvendo o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto e sua esposa, Gisele Alves Santana

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Relatório da Polícia Civil de São Paulo Revela Detalhes do Caso de Homicídio

O relatório final da Polícia Civil de São Paulo revelou que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto exigia que sua esposa, Gisele Alves Santana, falecida em fevereiro, enviasse fotos da roupa que estava usando enquanto se encontrava fora de casa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa prática fazia parte das “regras de casados” que deveriam ser seguidas por Gisele. Em uma das mensagens, o coronel perguntou: “Que roupa você está usando agora?” e, em seguida, pediu: “Tira selfie do corpo inteiro e me manda”. As mensagens foram trocadas por aplicativo no dia 16 de fevereiro, dois dias antes do crime.

Além disso, o documento aponta que Geraldo tentava impor uma série de regras que deveriam ser obedecidas por Gisele. Ele tinha acesso total às senhas e contas de redes sociais da esposa, e a análise técnica de seu celular confirmou que ele monitorava as interações dela.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo Geraldo, fotos de mulheres sozinhas eram vistas como uma “senha” que autorizava outros homens a se aproximarem. Para ele, imagens do casal serviam para desencorajar outros homens.

Discussões e Conflitos no Relacionamento

Em mensagens trocadas entre o tenente-coronel e Gisele no dia 13 de fevereiro, a mulher deixou claro que o relacionamento havia chegado ao fim e que ela não se sentia mais casada. No diálogo, Gisele afirmou estar “praticamente solteira”. O relatório da Polícia Civil destaca que Gisele expressava de maneira clara seu desejo de encerrar o casamento.

LEIA TAMBÉM!

O Ministério Público informou que o crime ocorreu na manhã de 18 de fevereiro, por volta das 7h28. A acusação alega que, durante uma discussão, o tenente-coronel segurou a vítima pela cabeça e, em seguida, disparou contra o lado direito do crânio de Gisele.

Além disso, o MP sustenta que houve uma demora significativa no acionamento do socorro, com o policial chamando ajuda cerca de meia hora após o disparo, período em que teria alterado o local do crime.

Prisão do Tenente-Coronel

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, indiciado pela Polícia Civil de São Paulo pela morte de sua esposa, a PM Gisele Alves Santana, foi preso na manhã de quarta-feira, 18 de fevereiro. A polícia havia solicitado à Justiça paulista um mandado de prisão preventiva no dia anterior, 17 de fevereiro, que foi concedido pela Justiça Militar e cumprido pela Corregedoria da Polícia Militar, com o apoio do 8º DP (Belenzinho).

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

Sair da versão mobile