Rejeição de Jorge Messias ao STF: articulação política surpreende e gera polêmica no Senado

A rejeição de Jorge Messias ao STF revela uma articulação política surpreendente entre bolsonaristas e Davi Alcolumbre. Descubra os detalhes dessa trama!

02/05/2026 06:56

3 min

Rejeição de Jorge Messias ao STF: articulação política surpreende e gera polêmica no Senado
(Imagem de reprodução da internet).

Rejeição de Jorge Messias ao STF: uma articulação política

A inédita rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) foi resultado de uma articulação que uniu bolsonaristas, sob a liderança do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

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Alcolumbre atuou até os momentos finais para garantir a derrota do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nos bastidores, essa derrota também é atribuída à articulação de uma ala de ministros do Supremo.

Interlocutores do presidente Lula relataram à CNN Brasil que uma aliança entre Alcolumbre e esse grupo da Corte foi determinante para a rejeição de Messias. O objetivo dos ministros seria claro: impedir que a ala liderada pelo presidente do STF, Edson Fachin, e pelo ministro André Mendonça, ganhasse um aliado que poderia ser decisivo em votações futuras, como no caso Master.

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Atualmente, fontes do governo e do STF indicam um cenário de empate em possíveis investigações contra ministros do Supremo.

Motivações por trás da rejeição

Messias poderia ser o voto de minerva a favor de Mendonça, o que gerou descontentamento em uma das alas do STF. O temor de alguns ministros em se tornarem minoria na Corte encontrou em Alcolumbre um aliado disposto a derrotar o governo, especialmente porque seu candidato preferido, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), foi preterido na escolha de Lula.

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Na quarta-feira (29), o Senado rejeitou a indicação de Messias por 42 votos a 34, após cinco meses de impasse sobre a indicação feita pelo Planalto.

Para a aprovação, eram necessários pelo menos 41 votos, e o governo acreditava contar com o apoio de 45 senadores, enquanto a oposição afirmava ter ao menos 30 votos contrários. A votação secreta gerou incertezas nas estimativas. No final de 2025, Alcolumbre intensificou suas críticas ao governo em meio à crise gerada pela escolha de Messias.

Apesar das críticas, o senador defendeu sua posição, afirmando que apenas estava exercendo as “prerrogativas” do Senado.

Articulações políticas e reações

Durante a abertura do ano legislativo, Alcolumbre reiterou que o Congresso não abrirá mão de sua autoridade. Em um evento ao lado de Lula, ele mencionou que “alguns atores da sociedade brasileira” têm tentado criar uma “disputa” entre as instituições democráticas.

Embora tenha sido sugerida uma nova reunião entre Lula e Alcolumbre para discutir a indicação de Messias, o senador negou essa possibilidade.

Conforme apuração da CNN Brasil, a articulação de Alcolumbre contra Messias contou com o apoio de Flávio Bolsonaro e de outras lideranças, como o senador Rogério Marinho (PL-RN), que é líder da oposição no Senado e coordenador da campanha presidencial.

Nos dias que antecederam a votação, Flávio realizou encontros com grupos de senadores e manteve conversas reservadas com diversos parlamentares, especialmente do Centrão.

Durante um café da manhã na terça-feira (28) com membros do bloco Vanguarda, composto por 18 senadores, Flávio Bolsonaro expressou que a aprovação de Messias poderia aumentar a politização do Supremo. Ele também caracterizou o chefe da AGU como alguém com perfil ideológico ligado ao PT, que, segundo ele, permaneceria alinhado aos interesses do presidente Lula mesmo após uma possível nomeação.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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