Reino Unido avalia medidas para proteger crianças online, incluindo proibição de redes sociais para menores e regras mais rígidas nas escolas. Confira!
O Reino Unido está avaliando diversas ações para melhorar a proteção das crianças na internet. Entre as propostas, está a possibilidade de proibir redes sociais para menores, seguindo o modelo da Austrália, e a implementação de regras mais rigorosas sobre o uso de celulares nas escolas, conforme anunciado pelo governo nesta segunda-feira.
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As autoridades britânicas planejam analisar evidências globais sobre as sugestões apresentadas, incluindo a eficácia de uma proibição das redes sociais para crianças e a melhor forma de implementá-la. Ministros do governo devem visitar a Austrália, que recentemente adotou essa abordagem, para aprender com a experiência local.
Embora não tenha sido definido um limite de idade específico, o governo está considerando uma proibição para crianças abaixo de uma certa idade. Além disso, estão sendo avaliados mecanismos mais eficazes de verificação etária e a adequação da atual idade digital de consentimento.
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Essas propostas surgem em um contexto em que governos e reguladores enfrentam os riscos da exposição de crianças às redes sociais e o impacto do tempo de tela na saúde mental e no desenvolvimento infantil. A recente explosão de conteúdos gerados por inteligência artificial na internet tem intensificado essas preocupações.
O governo britânico já anunciou planos para proibir ferramentas de “desnudamento” por inteligência artificial e está trabalhando para impedir que crianças produzam, compartilhem ou visualizem imagens de nudez em seus dispositivos. Além disso, considera limitar funcionalidades que incentivem o uso compulsivo das redes sociais, como a rolagem infinita.
A Lei de Segurança Online do Reino Unido, recentemente implementada, aumentou a proporção de crianças que encontram verificações de idade na internet para 47%, em comparação a 30% anteriormente, e reduziu em um terço as visitas a sites pornográficos.
A secretária de Tecnologia, Liz Kendall, destacou que essas leis não são um ponto final e que os pais ainda têm preocupações significativas.
Autor(a):
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.