Regime Iraniano Promete Aumento no Poderio Militar Após Novo Líder Supremo
As primeiras declarações do regime iraniano, após a escolha do novo líder supremo, trazem promessas de um arsenal de mísseis mais potente, com alcance superior aos que têm sido utilizados nos últimos dez dias contra alvos em Israel e associados aos Estados Unidos.
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O brigadeiro-general Majid Mousavi, comandante das Forças Aeroespaciais da Guarda Revolucionária do Irã, afirmou que “a partir de agora, nenhum míssil com ogiva inferior a uma tonelada será disparado”.
Os ataques têm se concentrado em alvos relacionados às monarquias sunitas do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait, além de focar na presença americana na região, incluindo bases militares e representações diplomáticas.
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O major-general Ali Mohammad Naeini, porta-voz da Guarda Revolucionária, declarou que a responsabilidade pelos ataques é do regime israelense, e não do presidente dos Estados Unidos.
Escolha do Novo Líder Supremo
No último domingo (10), clérigos xiitas elegeram Mojtaba Khamenei como o novo líder supremo do Irã, sucedendo seu pai, Ali Khamenei, que faleceu durante a atual onda de ataques contra Teerã, em 28 de fevereiro. Mojtaba assume o cargo em um momento delicado, tendo perdido não apenas o pai, mas também a mãe e a esposa em decorrência dos conflitos.
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A formação teológica de Mojtaba ocorreu em Qom, centro de formação xiita do Irã, de onde também saíram seu pai e o aiatolá Ruhollah Khomeini. Embora ainda não seja um aiatolá, ele possui um status de clérigo de nível intermediário. Durante a guerra contra o Iraque, Mojtaba estabeleceu laços com figuras que mais tarde ocupariam posições de destaque na Guarda Revolucionária.
Reações Internacionais e Futuro Diplomático
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump expressou descontentamento com a escolha de Mojtaba Khamenei. Abbas Araghchi, que liderava as negociações com os EUA sobre o programa nuclear iraniano, sugeriu que a diplomacia não está nos planos do novo líder.
Ele afirmou que é prematuro fazer comentários, mas não acredita que a negociação com os americanos esteja em pauta.
Araghchi também enfatizou que os ataques realizados pelos EUA e Israel representam uma ameaça existencial para a República Islâmica, reforçando a necessidade de resistência. A situação permanece tensa, com o futuro das relações diplomáticas entre Irã e Estados Unidos incerto.
