Reforço Militar e Preparativos do Irã: Sinais de Guerra no Oriente Médio?

Reforço militar dos EUA no Oriente Médio e o Irã se prepara para a guerra! Negociações em Genebra não avançam, enquanto o país fortalece suas defesas nucleares

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(Imagem de reprodução da internet).

Reforço Militar e Preparativos do Irã

Enquanto os Estados Unidos intensificam seu reforço militar no Oriente Médio, o Irã demonstra sua disposição para a guerra. O país tem fortalecido suas instalações nucleares e reestruturado fábricas de mísseis. Na terça-feira (17), negociadores iranianos e americanos se encontraram em Genebra por três horas e meia, mas sem chegar a um consenso.

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O diplomata iraniano Abbas Araghchi mencionou que houve progresso, enquanto o vice-presidente americano, JD Vance, afirmou que o Irã não reconheceu as “linhas vermelhas” estabelecidas por Donald Trump.

A Casa Branca foi informada de que as forças armadas dos EUA aumentariam sua presença no Oriente Médio até o fim de semana, após um recente reforço aéreo e naval. O Irã, por sua vez, tem se dedicado a reparar instalações de mísseis e bases aéreas danificadas, além de continuar a ocultar seu programa nuclear.

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O país também nomeou veteranos de guerra para a segurança nacional e realizou exercícios militares no Golfo Pérsico.

Reparos Após Conflito com Israel

No ano passado, Israel lançou um ataque surpresa que causou danos significativos ao programa nuclear do Irã e resultou na morte de comandantes militares. Durante os 12 dias de conflito, Teerã disparou centenas de mísseis contra cidades israelenses, enquanto os EUA atacaram instalações nucleares iranianas.

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Apesar das perdas, o Irã tem se esforçado para reparar suas instalações.

Imagens de satélite mostram que, das doze estruturas danificadas na Base de Mísseis Imam Ali, três foram reconstruídas e outras estão em construção. A base é crucial para o lançamento de mísseis balísticos. Além disso, a base aérea de Tabriz teve suas pistas restauradas, e extensos reparos foram feitos em outra base de mísseis ao norte da cidade.

Fortalecimento das Instalações Nucleares

O Irã está rapidamente reforçando suas instalações nucleares, utilizando concreto e terra para proteger pontos estratégicos. Imagens de satélite de fevereiro de 2026 mostram que o país continua a reforçar entradas de túneis no complexo subterrâneo próximo a Natanz.

Além disso, a construção de um sarcófago de concreto em uma instalação em Parchin foi concluída, aumentando a proteção contra ataques aéreos.

O complexo industrial de Tir, ligado à produção de peças para centrífugas de enriquecimento de urânio, também passou por reconstruções. Especialistas acreditam que o Irã está reconstituindo seus programas nucleares e de mísseis rapidamente, superando as expectativas de Israel durante a Operação Leão Ascendente.

Reformulação da Governança e Repressão à Dissidência

O conflito com Israel expôs fragilidades na estrutura de comando do Irã, levando a uma descentralização de autoridade. Teerã fortaleceu o Conselho Supremo de Segurança Nacional e criou um novo Conselho de Defesa para gerenciar a situação. A nomeação de Ali Shamkhani, ex-comandante da IRGC, como secretário do Conselho de Defesa, indica uma preparação para possíveis ataques dos EUA.

Em meio a isso, o Irã intensificou a repressão à dissidência, com forças de segurança atacando manifestantes e acusando-os de serem espiões. A paranoia do regime aumentou, resultando na detenção de reformistas que apoiavam o presidente Masoud Pezeshkian.

Jogos de Guerra e Mensagens ao Ocidente

Enquanto as negociações em Genebra ocorriam, o Irã demonstrou suas capacidades militares em exercícios navais. A Guarda Revolucionária Islâmica simulou operações no estreito entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, uma área crucial para o transporte de petróleo.

Autoridades iranianas já ameaçaram fechar o estreito em resposta a tensões com o Ocidente.

Recentemente, os EUA enviaram dois porta-aviões para a região, e um deles abateu um drone iraniano. Especialistas afirmam que o Irã busca enviar uma mensagem aos EUA, tentando convencê-los de que um conflito terá um alto custo. A tática iraniana é mostrar que a guerra não será fácil e que os EUA devem considerar as consequências antes de agir.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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