Na manhã de quinta-feira, 27 de novembro de 2025, a Polícia Federal executou mandados de busca e apreensão em diversas instalações da Refit, uma empresa com décadas de atuação no setor de combustíveis. A operação, denominada “Carbono Oculto”, atingiu 190 funcionários e visava apurar suspeitas de irregularidades relacionadas ao fornecimento de combustíveis.
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A Refit, com sede no Rio de Janeiro e liderada por Ricardo Magro, possui como principal ativo a antiga Refinaria de Manguinhos, localizada às margens da Avenida Brasil. A empresa se destaca no mercado, mas também enfrenta um histórico de problemas com órgãos fiscalizadores.
Histórico de Investigações e Interdições
O grupo, sob a gestão de Ricardo Magro, que adquiriu a Refit em 2008, já havia sido alvo de outras operações policiais. Em 2010, a empresa foi investigada em uma operação que envolvia a suspeita de manobra fiscal na Refinaria de Manguinhos, com o objetivo de importar gasolina sem o recolhimento de impostos.
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A Refit chegou a perder o refino como sua principal atividade, sendo enquadrada pela Secretaria Estadual de Fazenda como uma distribuidora de combustíveis. Em 2025, a empresa foi novamente alvo de uma operação, a “Carbono Oculto”, que investiga suspeitas de sonegação fiscal e fraude estruturada, com potencial de causar prejuízos superiores a R$ 26 bilhões aos cofres públicos.
Dívidas e Recuperação Judicial
A Refit é conhecida nas secretarias de Fazenda de diversos estados brasileiros como uma “devedora contumaz”, ou seja, uma empresa que reincide em não pagar impostos. A empresa está em recuperação judicial, acumulando dívidas bilionárias devido à falta de recolhimento de ICMS nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
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Dívidas Estaduais e Presença Internacional de Ricardo Magro
De acordo com dados da Procuradoria Geral do Estado de São Paulo, a Refit ocupa a primeira posição na lista das maiores devedoras, com uma dívida de R$ 8,7 bilhões distribuída em 134 débitos. No Rio de Janeiro, a dívida da empresa com o estado era de R$ 10,9 bilhões em março.
Ricardo Magro, empresário de 51 anos, é formado em Direito pela Universidade Paulista de São Paulo. Ele é conhecido por defender os direitos dos postos de bandeira branca e possui operações em uma refinaria nos Estados Unidos e uma consultoria em Lisboa.
Magro também atuou como advogado do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e em 2016 foi preso em uma operação que investigava desvios de recursos de fundos de pensão através da compra de títulos do Grupo Galileo, que pertencia a ele.
Segundo informações, Magro reside atualmente em Miami, nos Estados Unidos.
