O uso excessivo de redes sociais está afetando o bem-estar dos jovens, especialmente meninas, revela o Relatório Mundial da Felicidade. Descubra os detalhes!
O uso excessivo de redes sociais parece estar associado a uma diminuição do bem-estar entre os jovens, especialmente entre as meninas, em diversos países de língua inglesa. Essa conclusão é apresentada no Relatório Mundial da Felicidade, divulgado na quinta-feira (19).
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Atualmente, vários países estão implementando restrições para o uso de redes sociais por crianças, após a Austrália se tornar, em dezembro, o primeiro país a proibir essas plataformas para menores de 16 anos.
A pesquisa mais recente, que faz parte do relatório anual, utiliza dados da empresa americana Gallup e de outros estudos, analisados por uma equipe global liderada pela Universidade de Oxford, na Inglaterra.
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Embora o relatório não tenha estabelecido uma relação direta de causa e efeito, os pesquisadores integraram os dados da Gallup com o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes da OCDE). Essa combinação levou à conclusão de que o uso excessivo de redes sociais pode reduzir a felicidade.
O professor de economia em Oxford, Jan-Emmanuel de Neve, um dos editores do relatório, destacou que é essencial trazer o “social” de volta às redes sociais.
De Neve observou que o conteúdo promovido por algoritmos, consumido de maneira passiva e centrado em influenciadores, tende a ter um efeito mais negativo nos usuários do que uma plataforma que realmente conecta as pessoas. Apesar da complexidade do impacto das redes no bem-estar, os dados indicam que jovens que passam mais de cinco horas diárias nas redes sociais relataram menor satisfação com a vida em comparação àqueles que utilizam essas plataformas por menos tempo.
Os dados da Gallup revelaram que a avaliação de vida entre jovens com menos de 25 anos nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia caiu “drasticamente” — quase um ponto em uma escala de 0 a 10 — na última década. Em contrapartida, a satisfação com a vida dos jovens em outras partes do mundo aumentou, em média, no mesmo período.
Julie Ray, editora-chefe da Gallup, comentou que essa diferença pode estar relacionada a condições sociais mais amplas. Segundo ela, “o apoio social é um dos preditores mais fortes de bem-estar, e pesquisas anteriores mostram que, em alguns países, os jovens relatam sentir-se menos apoiados, o que pode ajudar a explicar esse padrão”.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.