Receita Federal e STF se chocam em investigação de vazamento de dados! 🚨 Operação da PF e medidas cautelares contra suspeitos. Saiba mais!
Em 17 de fevereiro de 2026, a Receita Federal declarou sua posição em relação a um inquérito em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga possíveis vazamentos de dados bancários de ministros da Corte e seus familiares. O caso, iniciado em 12 de janeiro, envolveu o Fisco e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
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A Receita enfatiza que não tolera desvios, especialmente aqueles relacionados ao sigilo fiscal, considerando-o um pilar fundamental do sistema tributário brasileiro.
A Polícia Federal (PF) executou, na mesma data, quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, como parte de uma operação que apura a quebra de sigilo fiscal. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, após representação da Procuradoria Geral da República.
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Além das buscas, foram implementadas medidas cautelares, incluindo monitoramento eletrônico de suspeitos, afastamento de cargos públicos, cancelamento de passaportes e proibição de saída do país.
A Receita Federal ressaltou que seus sistemas são totalmente rastreáveis, o que permite detectar e punir qualquer desvio. A auditoria em andamento, que envolve dezenas de sistemas e contribuintes, identificou desvios preliminarmente e informou o relator no STF.
A corporação também mencionou que ampliou os controles de acesso a dados desde 2023, com restrições de perfil e alertas reforçados, e que concluiu 7 processos disciplinares com demissões e sanções.
O inquérito do STF considera a possibilidade de medidas adicionais, como perícia em computadores e quebra de sigilo telemático de autoridades, caso as respostas não sejam consideradas suficientes. A investigação se baseia em reportagens que divulgaram dados pessoais de autoridades, como o caso envolvendo a esposa do ministro Alexandre de Moraes e o Banco Master, onde, embora o contrato não contenha dados sigilosos, detalhes sobre o funcionamento financeiro do escritório poderiam ter sido extraídos de bases acessíveis ao Coaf ou à Receita Federal.
No caso do ministro Dias Toffoli, a investigação envolve operações financeiras familiares que poderiam ter sido acessadas por meio do Coaf ou da Receita Federal.
A Receita Federal é liderada por Robinson Barreirinhas, subordinado ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enquanto o Coaf é comandado por Ricardo Andrade Saadi, delegado da PF, e ligado administrativamente ao Banco Central, presidido por Gabriel Galípolo.
A corporação afirma que há um procedimento investigatório em parceria com a autoridade policial, cujos resultados poderão ser divulgados oportunamente.
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Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.