Real Sociedade Espanhola de Beneficência deve devolver R$ 17,6M ao DF! TCE aponta irregularidades no HRSM e aciona Justiça para cobrança. Saiba mais!
Uma decisão recente da Real Sociedade Espanhola de Beneficência determinou o reembolso de R$ 17.596.024,93 aos cofres públicos, em decorrência de irregularidades identificadas na administração do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). A conclusão de uma Tomada de Contas Especial (TCE) revelou prejuízos causados pela organização social durante o período em que esteve responsável pela unidade de saúde.
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O pagamento do valor, atualizado até outubro de 2025, deve ser realizado em até 30 dias, sob pena de acionar a Justiça.
O Hospital Regional de Santa Maria, inaugurado em 2008, passou a ser gerido pela Real Sociedade Espanhola de Beneficência através de um contrato firmado com o Governo do Distrito Federal (GDF) em 2009. No entanto, a gestão enfrentou desafios financeiros e interrupções nos serviços, culminando em uma intervenção administrativa em novembro de 2010.
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A administração foi retomada em abril de 2011, após uma intervenção temporária.
Em resposta à reportagem, o Instituto Gestor do Sistema de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) esclareceu que a análise do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) se concentra exclusivamente na atuação da Real Sociedade Espanhola de Beneficência.
O instituto ressaltou que assumiu a gestão do hospital apenas em 2019, após quase uma década dos fatos investigados, e que não possui responsabilidade pela dívida de R$ 17 milhões. O IgesDF declarou não ter legitimidade para participar do processo e defender a posição da antiga gestora.
Atualmente, o Hospital de Santa Maria opera sob o modelo jurídico dos Serviços Sociais Autônomos (SSA), que exige rigorosos padrões de transparência e auditoria. Apesar da determinação do Tribunal, a Real Sociedade Espanhola de Beneficência alegou dificuldades financeiras para quitar a dívida, o que impede o pagamento voluntário.
Diante disso, o Tribunal autorizou a cobrança judicial, caso o pagamento não seja efetuado no prazo estipulado. O processo, com número 16.452/2019, ainda está aberto para recurso.
A decisão do Tribunal reacende questionamentos sobre a eficiência e a transparência na gestão de recursos públicos, especialmente em relação à fiscalização e ao uso de verbas destinadas ao atendimento da população. A situação expõe falhas na supervisão e na aplicação de recursos, gerando preocupações sobre a qualidade dos serviços oferecidos no Hospital Regional de Santa Maria.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.