Raúl Castro Indiciado: Crise Internacional e Apoio Surpreendente à Cuba
Raúl Castro é indiciado nos EUA por abate de aviões! China e Rússia denunciam “armadilhas judiciais” contra Cuba. Saiba mais!
Indiciamento de Raúl Castro em Caso de Abate de Aviões Provoca Reações Internacionais
O governo dos Estados Unidos formalizou o indiciamento do ex-presidente cubano Raúl Castro sob acusações graves, incluindo homicídio qualificado, conspiração para assassinato de cidadãos americanos e destruição de aeronaves. A notícia foi divulgada na quarta-feira, 20 de maio de 2026, e está diretamente relacionada ao trágico incidente de 1996, envolvendo o abate de dois aviões da companhia Brothers to the Rescue.
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A China e a Rússia emitiram declarações de apoio a Raúl Castro, expressando preocupação com as ações de Washington. Pequim criticou o que considera “armadilhas judiciais” utilizadas contra Cuba, enquanto acusou a Casa Branca de exercer pressão sobre o país através de sanções unilaterais e processos legais questionáveis.
Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, enfatizou a oposição de seu país a sanções sem base legal e criticou o uso de meios judiciais de forma abusiva. Ele ressaltou a influência de “forças externas” que buscam pressionar Cuba através de pretextos. “Os EUA devem cessar o uso da arma das sanções e a arma judicial, e interromper o recurso a ameaças de uso da força”, declarou Guo.
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O porta-voz reforçou o apoio firme de Pequim ao regime cubano, defendendo sua soberania e dignidade nacional. Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, também se manifestou, prometendo “continuar a fornecer o apoio mais ativo ao povo irmão cubano durante este período extremamente difícil”.
Raúl Castro, com 94 anos, deixou o comando de Cuba em 2019.
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O indiciamento representa um novo capítulo na campanha de pressão dos Estados Unidos contra a ilha, intensificada após a prisão do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro. Washington tem implementado novas medidas, incluindo o embargo às exportações de petróleo, o que agrava a crise energética e humanitária em Cuba.
O Caso Brothers to the Rescue
As acusações se referem ao ataque a dois aviões da organização voluntária Brothers to the Rescue, sediada em Miami. A organização realizava missões humanitárias no estreito da Flórida, buscando auxiliar refugiados nas águas entre Cuba e a Flórida.
Em 24 de fevereiro de 1996, jatos de combate MiG da força aérea cubana dispararam mísseis contra dois aviões Cessna. Os ocupantes, incluindo Armando Alejandre Jr, Carlos Costa, Mario de la Peña e Pablo Morales, perderam a vida no ataque. O ex-presidente Raúl Castro é apontado como o responsável por ter autorizado o ataque.
A acusação alega que a organização Brothers to the Rescue realizava buscas por refugiados nas águas entre Cuba e a Flórida, o que motivou a ação da força aérea cubana.
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