Rapper Hiran Denuncia Ataques Homofóbicos e Ameaças de Morte Após Lançamento de Álbum

Rapper Hiran sofre ataques homofóbicos após lançamento de álbum. Artista baiano, de 31 anos, denuncia ameaças e ódio online. Saiba mais!

Rapper Hiran Denuncia Ataques Homofóbicos Após Lançamento de Álbum

O artista baiano Hiran, de 31 anos, está enfrentando uma onda de ataques homofóbicos e ameaças de morte após o lançamento de seu álbum “Imundo”, divulgado na última semana. O disco, que conta com 13 faixas, explora temas como xenofobia e as dificuldades enfrentadas por artistas LGBT+ no cenário do rap brasileiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A reação ao trabalho foi imediata, com mensagens de ódio e direcionadas a familiares inundando as redes sociais de Hiran em questão de minutos após a divulgação. Em entrevista à Rádio Brasil de Fato, o artista expressou surpresa com a intensidade dos ataques, admitindo que esperava alguma reação negativa, mas não antecipava tamanha proporção. “Isso me deixou um pouco assustado”, declarou Hiran.

Reação e Motivação para Continuar Produzindo

Apesar do impacto negativo, Hiran afirma que a repercussão do álbum o motivou ainda mais a continuar produzindo e a ampliar o debate sobre questões sociais. Ele se sente mais determinado a escrever e a promover diálogos e mudanças na sociedade, em vez de simplesmente criar conteúdo sem propósito. “Essa é a forma que eu estou reagindo, para não ficar desesperado com os absurdos que eu tenho lido”, explicou o artista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Trajetória e Dificuldades no Mundo da Música

Hiran iniciou sua carreira no rap em 2018 com o álbum “Tem Mana no Rap”. Desde o início, o artista relata dificuldades para se inserir plenamente na cena musical, especialmente no acesso a apresentações e festivais. Apesar disso, ele recebeu reconhecimento em outros segmentos da música brasileira, dialogando com artistas como Ivete Sangalo.

Retorno ao Rap e Expressão Pessoal

Após um período focado no pop, no qual alcançou maior estabilidade financeira, Hiran retorna ao rap com “Imundo”, retomando a linguagem e os temas que marcaram o início de sua carreira. O artista explica que o disco não foi concebido como uma denúncia planejada, mas como uma expressão de suas experiências pessoais. “Eu não pensei em denunciar nada especificamente quando eu tava fazendo.

Leia também

Eu tava só querendo tirar as coisas que tava entaladas na minha garganta”, afirmou.

Processo Criativo Intuitivo e Sem Preocupações com a Repercussão

Hiran descreve o processo de criação do álbum como intuitivo, sem uma preocupação prévia com a repercussão do trabalho. “Eu não pensei muito no que é que ia sair, no rumo que o disco ia tomar, em qual seria a pauta pra imprensa. Eu estava só fazendo o que eu estava sentindo”, relatou.

O artista enfatiza que a produção artística pode contribuir para esse processo quando parte de uma intenção construtiva.

Reação Pública e Temas Abordados no Álbum

A repercussão do álbum nas redes sociais incluiu comentários que questionavam a presença do artista no rap e faziam referência à sua orientação sexual. Para Hiran, essa resposta dialoga com os temas abordados no disco, evidenciando a dificuldade que uma pessoa como ele tem de acessar certos espaços. “Eu acho que um pouco dessa reação do público comprova algumas coisas que eu falo no disco”, disse.

Espaço e Ocupação de Lugares

Hiran acredita que a discussão proposta pelo álbum deve ser ampliada para além de sua trajetória individual, envolvendo outras pessoas que enfrentam situações semelhantes. “Eu sei que tem outras pessoas por aí que têm o mesmo sentimento que eu, que têm as mesmas perspectivas que eu sobre esse cenário.

Então, esse lugar tem que ser ocupado”, afirmou o artista.

Conclusão: A Importância da Voz e da Expressão

Hiran defende que a produção artística pode contribuir para esse processo quando parte de uma intenção construtiva. “Todo ponto de vista artístico que vem de um lugar de boa vontade é válido. Então, a ocupação é necessária”, concluiu o artista, enfatizando que a proposta não é de confronto, mas de ampliação de espaços de expressão.