Raízen solicita recuperação extrajudicial para reestruturar dívida de R$ 65 bilhões
A Raízen, uma das maiores empresas do setor de energia e agro, anunciou na quarta-feira (11) que protocolou um pedido de recuperação extrajudicial junto a seus credores. O objetivo é reestruturar uma dívida que soma R$ 65 bilhões.
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Gustavo Cruz, analista da RB Investimentos, comenta que, nas últimas semanas, as ações da Raízen foram classificadas como pennystocks, ou seja, seu valor é inferior a R$ 1. Ele alerta que a situação pode se agravar, não apenas pelo alto nível de endividamento, mas também por fatores externos.
Impactos no mercado e na percepção dos investidores
De acordo com Cruz, a solicitação de recuperação pode levar a empresa a ser excluída do Ibovespa, o que a tornaria ainda mais arriscada para os investidores. Cristiano Leal, especialista em investimentos, ressalta que o mercado já esperava uma reestruturação há alguns meses, com as ações da Raízen apresentando uma queda de cerca de 70% e os títulos de dívida sendo negociados a preços muito baixos.
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Os especialistas recomendam cautela aos investidores em relação à Raízen. A Shell, uma das principais controladoras da empresa, já indicou que não pretende aumentar sua participação, o que diminui as expectativas de suporte financeiro no curto prazo.
Leal observa que a incerteza sobre os termos do processo de recuperação pode resultar em uma diluição significativa para os acionistas atuais.
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Possíveis caminhos para a recuperação
Apesar da situação desafiadora, Cruz menciona exemplos de empresas que conseguiram se recuperar após pedidos de recuperação extrajudicial, como as Casas Bahia. Ele acredita que, embora arriscado, esse caminho pode oferecer uma nova chance para a Raízen.
Leal também vê potencial para recuperação, mas enfatiza que esse tipo de investimento deve ser feito por investidores experientes e cientes dos riscos envolvidos. Ele não acredita que a companhia enfrentará uma quebra, dada sua relevância no mercado e a dimensão de suas operações.
