Raízen enfrenta queda de 21% nas ações após anúncio de recuperação extrajudicial
As ações da Raízen despencam mais de 21% após anúncio de plano de recuperação extrajudicial. Descubra os detalhes dessa reestruturação impactante!
Ações da Raízen Sofrem Queda Significativa
As ações da Raízen apresentaram uma queda superior a 21% nesta quinta-feira (28), um dia após a empresa de açúcar e etanol divulgar informações sobre seu plano de recuperação extrajudicial, que está sendo negociado com credores financeiros.
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O plano inclui uma taxa de conversão de R$ 0,25 por ação para a injeção de capital. Às 13h44, os papéis da companhia, uma joint venture entre a Shell e a Cosan, registravam uma desvalorização de 19,05%, cotados a R$ 0,34, tendo atingido o valor mínimo de R$ 0,33 até aquele momento, mesmo com a divulgação de boa parte dos termos na mídia.
No material divulgado, denominado “blowout”, a Raízen revelou uma dívida total de R$ 75,35 bilhões, sendo que R$ 65,4 bilhões estão relacionados à recuperação extrajudicial. Os termos da reestruturação incluem um aporte de capital de R$ 3,5 bilhões pela Shell, a R$ 0,25 por ação no fechamento, além de uma possível injeção de R$ 500 milhões por um veículo controlado pela Aguassanta Investimentos, de Rubens Ometto, que é o controlador da Cosan.
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Também está prevista a emissão de ações ordinárias.
Detalhes do Plano de Reestruturação
O plano contempla a cisão da empresa em Raízen Energia e Raízen Combustíveis, a ser implementada após a conclusão da operação. Essa cisão depende de um acordo entre as partes para a venda de ativos específicos de geração de energia, ativos não estratégicos e outras usinas da Raízen Energia.
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Analistas do UBS BB destacam que uma das novidades é a taxa de conversão de R$ 0,25 por ação para a injeção de capital e a conversão da dívida, o que resultaria em os credores possuindo cerca de 83% da empresa ao final, o que equivale a 72% das ações ordinárias.
A opção de pagamento A inclui a conversão de 45% da dívida reestruturada a R$ 0,25 por ação, com os credores recebendo units, que consistem em uma ação ON e uma ação PN. Os 55% restantes da dívida reestruturada seriam convertidos em novos instrumentos de dívida, distribuídos entre Raízen Energia e Raízen Combustíveis.
Na alternativa de pagamento B, a dívida seria trocada por dívida emitida pela Raízen Energia, com um desconto de 80%, e a nova dívida teria um prazo até 2047.
Opções de Pagamento e Governança
Na opção C, o credor receberia um montante em dinheiro equivalente ao menor valor entre 75% do que lhe é devido e R$ 9.750,00. O pagamento em dinheiro está sujeito a um limite total de R$ 150 milhões, correspondente a R$ 200 milhões em créditos considerados.
Em termos de governança, a administração atual permaneceria, mas os credores teriam a possibilidade de exercer supervisão, com poder de veto restrito a questões relevantes. Após a reestruturação, o conselho de administração será composto por sete membros, sendo quatro indicados pelos credores apoiadores, incluindo o presidente, e três indicados pelos acionistas investidores.