Raízen Enfrenta Crise Financeira: Dívida de R$ 49,8 Bilhões e Rating Rebaixado!

Raízen enfrenta desafios financeiros severos em 2026, com dívidas que atingem R$ 49,8 bilhões. Descubra como a empresa busca reverter essa situação crítica!

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(Imagem de reprodução da internet).

Raízen Enfrenta Desafios Financeiros em Ambiente Adverso

Após um período de investimentos significativos, a Raízen se depara com uma intensa pressão financeira, em meio a um cenário macroeconômico desafiador no Brasil. Este ambiente é caracterizado por altas taxas de juros, flutuações cambiais e dificuldades operacionais, que impactam diretamente a estrutura de capital da empresa.

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Em setembro de 2024, a dívida da Raízen alcançou R$ 49,8 bilhões, resultado de elevados níveis de Capex, aumento das necessidades de capital de giro, encarecimento da dívida e a desvalorização do real em relação ao dólar. Como resultado, a alavancagem financeira deve atingir seu pico entre 2024 e 2025, variando entre 3,0x e 3,5x dívida/EBITDA, um nível considerado elevado para o histórico da companhia.

Rebaixamento de Rating e Perspectivas

A Standard and Poor’s (S&P) revisou a perspectiva do rating da Raízen para negativa, mantendo as notas ‘BBB’ na escala global e ‘brAAA’ na escala nacional. Com o agravamento do risco financeiro, a agência rebaixou o rating global para CCC+ e o nacional para brCCC+, ambos sob CreditWatch negativo.

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De acordo com a S&P, essa decisão reflete o aumento do risco de reestruturação da dívida, fluxo de caixa operacional negativo e dificuldades na captação de capital adicional. A Fitch Ratings também rebaixou o rating da Raízen de BBB para BBB-, mantendo a empresa em Observação Negativa, destacando a combinação de endividamento elevado e geração de caixa abaixo do esperado.

Ações para Redução da Alavancagem

Em resposta a esse cenário, a Raízen implementou diversas medidas para controlar a alavancagem. Entre elas, estão mudanças na alta administração, venda de ativos não essenciais e uma significativa redução do Capex, especialmente em projetos de etanol de segunda geração.

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A companhia também cortou a distribuição de dividendos e intensificou o controle de custos.

No cenário-base da S&P, a empresa pode alcançar uma desalavancagem gradual para cerca de 2,5x até o final do ano fiscal de 2026. Contudo, a volatilidade e a sazonalidade do setor representam riscos a esse processo. As agências esperam que os acionistas adotem uma postura conservadora, mantendo dividendos reduzidos por vários anos para apoiar o reequilíbrio financeiro da companhia.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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