Rafah reaberta: O polêmico plano de Trump para Gaza enfrenta desafios e incertezas!

A reabertura da passagem de Rafah traz esperança para Gaza, enquanto o plano de Donald Trump enfrenta desafios. O que está em jogo na busca pela paz? Descubra!

4 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

A Passagem de Rafah e o Plano de Trump para Gaza

A passagem de Rafah, que conecta a Faixa de Gaza ao Egito, foi reaberta há quase uma semana, após quase dois anos de fechamento devido à guerra. Agora, muitos aguardam a continuidade do plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar o conflito na região.

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No entanto, questões complexas permanecem sem resposta, como a possibilidade de desarmamento do Hamas.

O plano de Trump, atualmente em sua segunda fase, foi impactado por constantes desafios, além da resistência do Hamas em entregar suas armas. Autoridades israelenses afirmam que estão se preparando para um possível retorno à guerra, caso o grupo não se desarme.

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A seguir, apresentamos o que se sabe sobre o plano de Trump para Gaza e os próximos passos.

O que é o plano de Trump para Gaza?

Em setembro, Trump apresentou um plano de 20 pontos que propõe uma trégua inicial, seguida de ações para uma resolução mais abrangente. O objetivo final é o desarmamento do Hamas e sua completa ausência de poder em Gaza, além da retirada das forças israelenses e a reconstrução do território sob supervisão internacional.

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O documento recebeu apoio significativo no cenário internacional, embora ainda não tenha havido um acordo completo sobre todos os seus pontos. Em 9 de outubro, foi implementada a primeira fase do plano, que incluiu a suspensão dos combates, a libertação de reféns em troca de prisioneiros palestinos, uma retirada parcial das forças israelenses e o aumento da ajuda humanitária.

Atual situação em Gaza

O cessar-fogo, que entrou em vigor em 10 de outubro, encerrou os combates em larga escala, mas os confrontos não cessaram completamente. Autoridades de saúde em Gaza relatam que pelo menos 488 palestinos foram mortos por disparos israelenses desde essa data, enquanto o Exército de Israel informou que quatro soldados foram mortos por combatentes.

As forças israelenses recuaram e suspenderam os ataques terrestres, mas ainda controlam 53% de Gaza, incluindo áreas devastadas ao longo das fronteiras com Israel e Egito. Isso resultou na restrição da movimentação de mais de 2 milhões de habitantes de Gaza, que agora vivem em prédios danificados ou em tendas improvisadas.

Expectativas para a segunda fase do cessar-fogo

Apesar das grandes divergências entre Israel e o Hamas, foi anunciado a criação de um comitê de tecnocratas palestinos para administrar Gaza, supervisionado por um “Conselho de Paz” liderado por Donald Trump. A segunda fase do plano também prevê a retirada total das tropas israelenses em troca do desarmamento do Hamas.

Estima-se que o Hamas ainda possua centenas de foguetes e milhares de armas leves. Recentemente, o grupo concordou em discutir o desarmamento com outras facções palestinas, mas fontes afirmam que não houve propostas concretas apresentadas até o momento.

Questões pendentes

Uma força internacional de estabilização deverá garantir a segurança em Gaza, mas sua composição e funções ainda não estão definidas. A Autoridade Palestina, reconhecida internacionalmente, deve implementar reformas antes de assumir um papel em Gaza, mas os detalhes ainda não foram divulgados.

Além disso, não há planos claros para financiar e supervisionar a reconstrução de Gaza. Embora o genro de Donald Trump tenha apresentado visões de um futuro revitalizado, o plano não aborda questões de propriedade ou compensação para os palestinos afetados pela guerra.

Muitos israelenses e palestinos duvidam que o plano de Trump seja totalmente implementado, temendo que o conflito continue indefinidamente.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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