Rã-touro: Espécie invasora gera preocupação em Florianópolis e afeta fauna local

A rã-touro, espécie invasora em Florianópolis, preocupa especialistas. Descubra os impactos e ações para controlar essa ameaça à fauna local!

08/06/2026 09:56

2 min

Rã-touro: Espécie invasora gera preocupação em Florianópolis e afeta fauna local
(Imagem de reprodução da internet).

Rã-touro: Espécie Invasora em Florianópolis

A rã-touro (Aquarana catesbeiana) é considerada uma espécie “perigosa e invasora”, conforme a definição da Prefeitura de Florianópolis, em Santa Catarina. O nome dessa rã se origina do som grave que emite, semelhante ao mugido de um boi. Originária da América do Norte, a rã-touro foi introduzida no Brasil em 1935 para fins de criação em ranários e comércio de carne.

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O primeiro registro dessa espécie na cidade ocorreu em outubro de 2025, no bairro Ratones. A rã-touro é uma espécie generalista, com uma dieta diversificada que abrange peixes, anfíbios, répteis e mamíferos de pequeno porte, além de apresentar uma alta capacidade reprodutiva.

Segundo o Laboratório de Ecologia de Anfíbios e Répteis da UFSC, seu tamanho a torna uma predadora eficaz, o que facilita a competição com espécies nativas e a ocupação de seus nichos.

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Além de ser uma predadora, a rã-touro pode atuar como transmissora de doenças que afetam anfíbios nativos, peixes e répteis. A espécie está classificada como “Categoria 1” na lista oficial de fauna exótica invasora em Santa Catarina.

Monitoramento da Espécie em Florianópolis

O primeiro registro oficial da rã-touro em Florianópolis foi confirmado em outubro de 2025, em uma propriedade localizada no bairro Ratones. Desde então, as instituições têm avaliado a situação da espécie. Até o momento, foram realizadas duas ações de campo, resultando na captura de 11 espécimes: 10 em novembro de 2025 (sendo 3 juvenis e 7 adultos) e 1 em março de 2026.

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A presença da rã-touro foi confirmada em três propriedades, e relatos de moradores sugerem que a espécie pode estar na região há mais tempo, o que destaca a necessidade de um mapeamento detalhado. Os animais capturados foram enviados ao Laboratório de Herpetologia da UFSC para análises, incluindo testes para ranavírus e quitridiomicose.

Fábio Henrique Machado, presidente da Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente), explica que “o trabalho que estamos conduzindo em Ratones segue uma estratégia de detecção precoce e resposta rápida. Quando uma espécie exótica é identificada logo no início, é possível compreender melhor a situação, mapear sua ocorrência e tomar decisões fundamentadas, em parceria com as demais instituições e com a comunidade”.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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