Quem era Larissa da Cruz Morata, esposa de PM encontrada morta em banheiro na Grande SP

A investigação apura a versão do marido, enquanto a família contesta o suicídio e cita uma mensagem de Larissa sobre a suposta separação.

Larissa da Cruz Morata

Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, foi encontrada morta no banheiro da casa onde morava com o marido e o filho de dois anos, na manhã deste domingo (6), em Embu das Artes, na Grande São Paulo. Ela era esposa de um policial militar e morreu após ser baleada na cabeça.

Formada como técnica de radiologia há cerca de sete anos, Larissa trabalhava em uma farmácia administrada por ela e pelo marido. A residência da família ficava no bairro Chácaras Bartira, onde o casal vivia com o filho.

Policial militar relatou disparo dentro de casa

Por volta de 11h, o marido telefonou para a PM (Polícia Militar) e comunicou que Larissa havia cometido suicídio. No depoimento, ele afirmou que chegou à residência por volta de 6h, discutiu com a mulher e, depois, foi dormir.

Segundo o relato apresentado à PM, o policial militar despertou ao ouvir o barulho de um tiro. Ao se levantar, teria encontrado Larissa caída no banheiro, baleada na cabeça.

A arma estava caída ao lado do corpo, conforme a versão informada pelo agente. Ele declarou que o revólver era particular e que costumava deixá – lo dentro da gaveta de uma cômoda no quarto do casal.

As circunstâncias descritas pelo marido ainda são investigadas. O relato sobre a discussão, o período em que ele permaneceu dormindo e a localização da arma fazem parte das informações apresentadas à Polícia Militar após a morte.

Família contesta versão apresentada pelo marido

Familiares de Larissa não acreditam que ela tenha tirado a própria vida e contestam a hipótese apresentada pelo policial militar. A avó da vítima afirmou que recebeu uma mensagem enviada por Larissa por volta de 9h.

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Na mensagem, segundo a avó, Larissa dizia ter se separado do policial. O conteúdo é apontado pela família como um elemento que precisa ser considerado na apuração das circunstâncias da morte.

A divergência entre a versão apresentada pelo marido e a desconfiança dos familiares deverá ser analisada durante a investigação. A família também afirma não acreditar que Larissa tenha usado a arma para se matar.

Polícia solicitou exames periciais

Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que investiga as circunstâncias do ocorrido. A pasta também comunicou que exames periciais já foram solicitados para auxiliar na apuração.

O caso ocorreu na manhã deste domingo (6), em Embu das Artes, na Grande São Paulo. A investigação deverá reunir o depoimento do policial militar, a mensagem citada pela avó de Larissa e os resultados dos exames solicitados pela SSP (Secretaria de Segurança Pública.

Larissa era técnica de radiologia, trabalhava em uma farmácia administrada pelo casal e morava com o marido e o filho de dois anos no bairro Chácaras Bartira. A morte segue sob investigação.