
Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar um cessar-fogo temporário com o Irã, os preços do petróleo sofreram uma queda imediata de mais de 10%. Embora tenha havido um alívio inicial, especialistas consultados pelo CNN Money alertam que o cenário continua a exigir cautela.
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Jean Paul Prates, ex-CEO da Petrobras, comentou: “O mercado é pragmático: ganhou mais duas semanas, não é mais do que isso. Daqui duas semanas, 24 horas antes do prazo, começa a tensão de novo e os mercados ficam nervosos de novo.”
Na noite de terça-feira (7), o petróleo Brent estava em queda de quase 13,5%, sendo negociado a US$ 94,54. O WTI (West Texas Intermediate), referência para o mercado americano, estava em torno de US$ 99. Dados da plataforma Refinitiv mostram que a última vez que o petróleo Brent fechou abaixo dos US$ 100 foi em 2025.
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Roberto Ardenghy, presidente do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), sugere que a queda pode se acentuar, mas tudo dependerá da evolução do cenário nas próximas semanas.
Antes da conclusão do acordo sobre o Estreito de Ormuz, Trump anunciou: “Com base nas conversas com o Primeiro-Ministro Shehbaz Sharif e o Marechal de Campo Asim Munir, do Paquistão, concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas, desde que a República Islâmica do Irã concorde com a abertura completa, imediata e segura do Estreito de Ormuz.” Ele também afirmou que este seria um cessar-fogo bilateral, destacando que os objetivos militares haviam sido cumpridos e que um acordo de paz a longo prazo estava em andamento.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Aragachi, comentou que durante as duas semanas de cessar-fogo, a expectativa é de que o alinhamento entre os Estados Unidos e o Irã resulte em uma queda contínua nos preços do petróleo. Bruno Cordeiro, especialista de Inteligência de Mercado da StoneX, afirmou que “esse alinhamento deve resultar em um ímpeto baixista mais evidente no mercado.”
É importante ressaltar que o mercado deve permanecer atento às negociações entre Washington e Teerã nos próximos 15 dias. Um acordo definitivo pode levar a uma queda mais acentuada nos preços, enquanto a falta de um consenso pode manter os preços elevados, devido à expectativa de fluxos reduzidos de navios e commodities energéticas no Estreito de Ormuz.
Apesar da reabertura temporária do Estreito de Ormuz, o impacto sobre os consumidores que dependem do petróleo pode se estender no médio prazo. Jean Paul Prates observou que “o navio de petróleo viaja na velocidade de uma bicicleta”, indicando que o transporte até o destino final leva tempo.
Ardenghy acrescentou que, na Ásia, alguns países estão racionando ou aumentando preços para controlar o consumo, o que pode resultar em uma redução no uso de petróleo e combustíveis nos próximos meses, à medida que os estoques se esgotam.
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Autor(a):
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.