Os mercados globais respiram aliviados com a queda nos preços do petróleo, mas os conflitos no Oriente Médio ainda geram incertezas. Descubra os detalhes!
O petróleo experimentou um alívio com a queda nos preços nesta segunda-feira (16), após ter alcançado os US$ 106 mais cedo. Essa diminuição na commodity beneficiou as ações globais, que se recuperaram após três dias consecutivos de perdas. Por volta das 13h20, o petróleo brent registrava uma queda de 1,25%, cotado a US$ 101 o barril, enquanto o WTI, referência no mercado americano, apresentava uma queda de 2,50%, para US$ 94.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A continuidade da queda nos preços do petróleo bruto ocorreu após declarações do secretário do Tesouro, Scott Bessent, que afirmou que os EUA “não viam problema” na passagem de alguns navios iranianos, indianos e chineses pelo estreito, por enquanto.
Ele acrescentou que qualquer ação para conter os preços elevados dependeria da duração do conflito com o Irã.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A recente alta nos preços do petróleo bruto pode impactar as perspectivas de inflação, levando a maioria dos bancos centrais a manter suas taxas de juros inalteradas em suas reuniões de política monetária nesta semana. Israel anunciou planos detalhados para pelo menos mais três semanas de conflito, enquanto suas forças armadas bombardearam alvos no Irã durante a noite.
Além disso, ataques de drones iranianos fecharam temporariamente o aeroporto de Dubai e atingiram uma importante instalação petrolífera nos Emirados Árabes Unidos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, solicitou no domingo (15) a formação de uma coalizão de nações para auxiliar na reabertura do crucial Estreito de Ormuz, alertando que a aliança da OTAN enfrenta um futuro “muito ruim” se seus membros não apoiarem Washington.
Apesar do acordo na semana passada entre os países membros da Agência Internacional de Energia, incluindo os Estados Unidos, para liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas, os preços globais permaneceram elevados. Isso se deve ao quase bloqueio do Estreito de Ormuz por Teerã, que resulta na retirada de cerca de 15 milhões de barris de petróleo bruto e 5 milhões de barris de derivados do mercado global diariamente.
Em termos práticos, 400 milhões de barris de petróleo bruto seriam consumidos em apenas 26 dias.
A Agência Internacional de Energia declarou que “a guerra no Oriente Médio está causando a maior interrupção no fornecimento da história do mercado global de petróleo”. O comunicado ressaltou que a ação coletiva de emergência, considerada a maior já realizada, oferece uma margem de segurança significativa.
Contudo, o fator crucial para garantir o retorno a fluxos estáveis é a retomada do trânsito regular de navios pelo Estreito de Ormuz.
O comunicado também destacou que as reservas de petróleo da Ásia e da Oceania seriam disponibilizadas imediatamente, enquanto as das Américas e da Europa só seriam liberadas no final de março. Segundo a agência, os estoques de petróleo podem ser disponibilizados no mercado de várias formas, incluindo licitações, contratos de empréstimo ou vendas diretas para refinarias.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.