Queda nas cotações do óleo de soja e soja em grão nesta sexta-feira (13) surpreende investidores após máximas em 21 meses. O que está por trás dessa mudança?
Na manhã desta sexta-feira (13), tanto o óleo de soja (-0,84%) quanto a soja em grão (-0,86%) apresentavam uma leve queda, revertendo a tendência de alta dos últimos dias. Ambos os produtos haviam alcançado suas melhores cotações em 21 meses, com o contrato de maio atingindo U$ 12,34 o bushel na bolsa de Chicago.
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A queda observada hoje é pontual e reflete a realização de lucros por parte dos investidores, após as máximas registradas no dia anterior. Apesar disso, a tendência geral ainda é de alta, uma vez que o mercado tem aumentado as compras e as especulações, especialmente em meio às incertezas relacionadas ao preço do petróleo.
O barril do petróleo Brent, referência mundial, voltou a subir significativamente após o Irã intensificar os ataques às instalações de petróleo e transporte no Oriente Médio. O fechamento do estreito de Ormuz tem afetado a navegação, com navios cargueiros se tornando alvos, evidenciando que a escolta prometida pelo presidente Donald Trump não está surtindo efeito.
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Desde o início do conflito, o petróleo acumula uma alta de 48%. Na manhã desta sexta-feira (13), a cotação do Brent chegou a U$ 102. Como milho e soja são utilizados na produção de biocombustíveis, os preços dessas commodities devem continuar em alta enquanto a escalada do conflito persiste.
Além disso, há preocupações em relação ao andamento das atividades agropecuárias, uma vez que a guerra elevou os custos dos fertilizantes e do diesel, insumos essenciais para a agricultura. Isso levanta questões sobre como essas altas impactarão o plantio e o escoamento das lavouras.
No Porto de Paranaguá, a saca de soja de 60 kg está sendo comercializada a R$ 130,00, apresentando uma alta de 1,22% nesta quinta-feira (12).
O contrato de maio para o milho na bolsa de Chicago indicava uma queda de 0,38% na manhã desta sexta-feira (13). Por outro lado, o açúcar tem registrado ganhos devido ao conflito. O contrato de maio na bolsa de Nova York aponta para uma nova alta nesta sexta-feira (13).
O aumento dos preços do petróleo bruto tem sustentado os preços do etanol, incentivando as usinas, inclusive no Brasil, a direcionar a moagem da cana para a produção de etanol, o que reduz a oferta de açúcar.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.