Ouro em queda, mas acima de US$ 5 mil! Expectativas para o payroll e declarações do Fed agitam o mercado. Descubra o que pode acontecer a seguir!
O preço do ouro registrou uma queda nesta terça-feira (10), mas ainda se manteve acima de US$ 5 mil por onça-troy. Essa correção ocorre após os ganhos do dia anterior, enquanto os investidores aguardam a divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos, o payroll, programado para quarta-feira (11).
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O mercado também analisa as declarações de dirigentes do Fed (Federal Reserve) sobre a trajetória das taxas de juros nos EUA. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril fechou em baixa de 0,95%, cotado a US$ 5.031,00 por onça-troy.
A prata para março, por sua vez, recuou 2,25%, atingindo US$ 80,38 por onça-troy.
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Após o adiamento devido à paralisação parcial do governo dos EUA, o payroll será divulgado na quarta-feira, com expectativas de criação de entre 30 mil e 135 mil empregos em janeiro, conforme projeções do Projeções Broadcast. O Sucden Financial destaca que a expectativa em relação a esse indicador do mercado de trabalho americano impacta as negociações do ouro, embora a volatilidade nos preços da commodity permaneça alta.
Nesta terça, a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, afirmou que sua previsão indica que o banco central dos EUA pode manter a taxa inalterada “por um bom tempo”. Ela enfatizou que prefere “pecar por excesso de paciência” em vez de tentar ajustar os juros com precisão, sinalizando uma abordagem cautelosa na política monetária.
A falta de cortes nas taxas pode limitar os ganhos do ouro.
O analista David Miller, responsável pelo ETF Gold Enhanced Yield com a Strategy Shares, acredita que, apesar da recente volatilidade, uma nova alta do metal precioso pode ocorrer “em breve”, já que os fundamentos que sustentam sua valorização permanecem inalterados. “É provável que os bancos centrais continuem comprando ouro”, acrescenta.
Além das aquisições de ouro por bancos centrais, a atenção se volta para a confirmação do Senado de Kevin Warsh, indicado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para assumir a presidência do Federal Reserve quando Jerome Powell deixar o cargo.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, mencionou que não solicitou ao indicado que cortasse juros, mas destacou que ele foi escolhido por ter uma “mente aberta”.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.