Queda de quase 6% nos preços do petróleo: EUA e Irã geram otimismo no mercado
Os preços do petróleo despencam quase 6% com otimismo sobre negociações entre os EUA e Irã. Descubra os detalhes dessa reviravolta no mercado!
Queda nos preços do petróleo
Os preços do petróleo registraram uma queda de quase 6% nesta segunda-feira (25), alcançando os menores níveis em duas semanas. Essa redução foi impulsionada pelo aumento do otimismo em relação a uma possível aproximação entre os Estados Unidos e o Irã, apesar das divergências sobre questões cruciais, como o bloqueio do Estreito de Ormuz.
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Às 11h25 GMT, os contratos futuros do petróleo Brent caíram US$ 6,01, ou 5,8%, para US$ 97,53 por barril, enquanto os contratos futuros do petróleo bruto West Texas Intermediate dos EUA recuaram US$ 5,65, ou 5,9%, para US$ 90,95. Ambos os contratos estavam sendo negociados em seus menores valores desde 7 de maio.
Negociações entre EUA e Irã
No último sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que Washington e o Irã haviam alcançado um entendimento significativo sobre um acordo de paz que poderia reabrir a rota comercial do Estreito de Ormuz, responsável por cerca de um quinto das remessas globais de petróleo e gás natural liquefeito antes do início do conflito.
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No entanto, várias questões complexas ainda precisam ser resolvidas, e Trump orientou seus representantes a não apressarem um acordo.
June Goh, analista da Sparta Commodities, comentou que o déficit de oferta de 10 a 11 milhões de barris de petróleo bruto por dia não desaparecerá rapidamente, o que fará com que os mercados continuem a reduzir os estoques até que a produção do Oriente Médio seja normalizada, um processo que pode levar meses.
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Expectativas do mercado
Na segunda-feira (25), tanto os EUA quanto o Irã minimizaram as expectativas de um avanço imediato nas negociações. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que ou haverá um bom acordo ou Washington lidará com o Irã de “outra maneira”.
Por sua vez, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, declarou que o Irã está focado em outras questões e não está discutindo temas nucleares no momento.
Analistas preveem que a normalização do fluxo de petróleo pelo estreito levará meses, enquanto as instalações danificadas são reparadas. Giovanni Staunovo, analista da UBS, destacou que os principais fatores a serem observados no mercado de petróleo são os fluxos físicos, que ainda permanecem restritos.
Movimentação de navios e produção de petróleo
Na segunda-feira, dois navios-tanque carregados com gás natural liquefeito estavam deixando o Estreito em direção ao Paquistão e à China. No sábado (23), um superpetroleiro com petróleo bruto iraquiano partiu do Golfo rumo à China, após ter permanecido retido por quase três meses, conforme dados de navegação.
As empresas de energia dos EUA reagiram ao aumento dos preços locais da energia, adicionando plataformas de petróleo e gás natural pela quinta semana consecutiva, algo que não ocorria desde fevereiro de 2025. O número de plataformas de perfuração, um indicador antecipado da produção futura, subiu em sete, totalizando 558 na semana encerrada em 22 de maio, o maior número desde junho de 2025.
Contudo, a Baker Hughes informou que o total ainda está oito plataformas abaixo, ou 1%, em comparação com o mesmo período do ano anterior.