Queda alarmante nas vendas de veículos elétricos em fevereiro: China e EUA enfrentam desafios, enquanto outras regiões veem crescimento. Descubra os detalhes!
As vendas globais de veículos elétricos apresentaram uma redução de 11% em fevereiro, influenciadas pela maior queda na China desde o início da pandemia em 2020, conforme dados da consultoria Benchmark Mineral Intelligence (BMI) divulgados nesta sexta-feira (13).
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O país, que é o maior mercado de veículos elétricos do mundo, registrou uma diminuição de 32% nos emplacamentos de carros elétricos e híbridos em relação ao ano anterior, totalizando menos de 500 mil veículos, segundo a BMI.
Essa queda está alinhada com a redução de 34% nas vendas totais de automóveis no mês, conforme relatado pela Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis. Charles Lester, gerente de dados da BMI, comentou que “os consumidores são muito sensíveis a preços”.
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No cenário global, os licenciamentos de veículos caíram pelo segundo mês consecutivo em fevereiro, somando pouco mais de 1 milhão de carros vendidos, o menor nível desde fevereiro de 2024. O mercado norte-americano enfrentou uma contração de 35%, com menos de 90 mil elétricos vendidos, marcando o quinto mês de queda após o término de um programa de crédito do governo para o setor nos Estados Unidos em setembro, além de uma intensificação nas normas de emissão de gases poluentes.
Por outro lado, as vendas de veículos elétricos em outras regiões do mundo cresceram 78%, totalizando mais de 180 mil carros. Esse aumento se deve ao fato de que montadoras chinesas continuam a expandir sua presença em mercados asiáticos, na América do Sul e na Europa, enquanto enfrentam uma concorrência acirrada no mercado interno.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.