Quatro obras de Antonello da Messina são furtadas do Museu Regional de Messina, na Itália

Quatro obras do renomado pintor do século 15, Antonello da Messina, foram furtadas durante a noite no Museu Regional de Messina, na Itália. A informação foi confirmada neste domingo pelo ministro da Cultura italiano, que demonstrou confiança nas investigações policiais em andamento.
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Esse roubo representa uma grande perda para Messina, pois as obras eram parte da única coleção remanescente do artista renascentista em sua cidade natal. Entre os itens levados, estava uma pequena pintura adquirida pela Região da Sicília há duas décadas. “Fiquei chocado e triste ao saber do roubo”, declarou Alessandro Giuli, o ministro da Cultura, em um comunicado.
Detalhes do roubo
Os ladrões invadiram o museu na noite de 15 de agosto, uma data que coincide com um feriado nacional na Itália. Um funcionário do museu não conseguiu fornecer detalhes sobre o ocorrido quando contatado pela Reuters. Em entrevista ao Corriere della Sera, Enzo Caruso, vereador responsável pela cultura local, descreveu a situação como “uma cena de filme”.
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Caruso também sugeriu que a recente compra de uma obra de Antonello da Messina pelo Estado italiano por US 15 milhões poderia ter atraído a atenção dos criminosos para o museu.
Dentre as obras roubadas, estão três dos cinco painéis que faziam parte do retábulo conhecido como Polittico di San Gregorio. Este retábulo originalmente era composto por seis painéis e foi destinado a um mosteiro local que foi destruído pelo terremoto de Messina em 1908.
Ele é considerado a única obra do pintor siciliano que nunca deixou sua cidade natal.
Os ladrões também levaram uma quarta obra de arte de uma vitrine segura: uma pequena pintura que retrata a Virgem com o Menino e um monge franciscano. Esta peça foi parte da coleção Wilhelm Soldan e foi vendida pela Christies em 2003, quando foi atribuída a Antonello da Messina.
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A vida e legado de Antonello da Messina
Nascido por volta de 1430, Antonello da Messina estudou em Nápoles, onde se inspirou nas obras de artistas provençais e flamengos. Essa influência é claramente vista em suas pinturas. Ele retornou a Messina em 1457 e trabalhou na região até sua morte em 1474.
O furto das obras ocorre após a polícia italiana ter recuperado três pinturas de mestres franceses — Paul Cézanne e Pierre – Auguste Renoir — que haviam sido roubadas de um museu próximo à cidade de Parma em março deste ano.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



