Quase fechamento do Estreito de Ormuz gera crise sem precedentes nos mercados de energia

Impacto do Quase Fechamento do Estreito de Ormuz nos Mercados de Energia
O quase fechamento do Estreito de Ormuz provocou um choque de oferta sem precedentes nos mercados globais de energia. Esse movimento pode resultar em um fornecimento de petróleo restrito por meses, mesmo com a retomada da navegação por essa via marítima crucial, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).
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Em um relatório mensal divulgado na quarta-feira, 13, a AIE, com sede em Paris, revisou suas previsões. A agência agora espera uma queda na demanda de 2,45 milhões de barris por dia (bpd) no segundo trimestre, superando a estimativa anterior de 1,5 milhão de bpd.
Essa alteração se deve à interrupção do tráfego de petroleiros e ao impasse nas negociações entre os EUA e o Irã, que impactam a economia global.
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Projeções para a Oferta de Petróleo
No cenário-base da AIE, a demanda deve retornar ao crescimento positivo apenas em agosto, mantendo-se próxima aos níveis de 2025 pelo restante do ano. Por outro lado, a recuperação da oferta será mais lenta, devido a danos na infraestrutura, gargalos logísticos e à necessidade de ajustes antes que as operações normais de exportação possam ser reiniciadas.
A AIE agora projeta uma retração na oferta global de petróleo de 3,9 milhões de bpd em 2026, em comparação com a previsão anterior de queda de 1,5 milhão de bpd. Em abril, a agência estima um recuo de 1,8 milhão de bpd na oferta, totalizando 95,1 milhões de bpd.
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Autor(a):
Lucas Almeida
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.



