Quanto rende o Tesouro Direto em 2026? Veja como calcular e escolher o título adequado

A escolha depende do prazo, do objetivo financeiro e da tolerância ao resgate antecipado, enquanto taxas, impostos e condições de mercado afetam o resultado.

05/09/2026 23:21

4 min

Tesouro Direto permite investir em títulos públicos com diferentes formas de remuneração
Tesouro Direto permite investir em títulos públicos com diferent...

O rendimento do Tesouro Direto depende do título escolhido, do prazo da aplicação, do momento da compra e da necessidade de resgate antecipado. O investimento oferece papéis ligados à taxa Selic, à inflação ou a uma taxa prefixada, além de opções voltadas a objetivos como educação e aposentadoria.

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As taxas disponíveis podem mudar ao longo do dia. Por isso, os valores observados em uma determinada data servem apenas como referência e não representam promessa de rentabilidade futura.

Como funciona o rendimento de cada título

O Tesouro Prefixado oferece uma taxa definida no momento da compra. Dessa forma, o investidor conhece a rentabilidade contratada para o vencimento, desde que mantenha o título até a data prevista.

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Já o Tesouro Selic acompanha a variação da taxa Selic e costuma ser usado em objetivos de curto prazo e na formação de uma reserva de emergência. O Tesouro IPCA+ combina uma taxa fixa com a variação do IPCA, buscando preservar o poder de compra ao longo do tempo.

Também existem títulos desenhados para finalidades específicas. O Tesouro Educa+ é voltado ao planejamento financeiro relacionado à educação, enquanto o Tesouro RendA+ foi desenvolvido para quem pretende construir uma fonte de renda para a aposentadoria.

Simulação com R 100 investidos

Uma simulação com os valores fornecidos como referência mostra diferenças entre as modalidades. Em 3 meses, uma aplicação de R100 chegaria a R 102,36 no Tesouro Prefixado, R101,88 no Tesouro Selic e R 101,91 no Tesouro IPCA.

Em 6 meses, os montantes seriam de R104,77 no Tesouro Prefixado, R 103,80 no Tesouro Selic e R104,04 no Tesouro IPCA. No prazo de 12 meses, os valores projetados seriam R 110,62, R108,43 e R 108,81, respectivamente.

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Os números são apenas exemplos de simulação. A rentabilidade passada não garante resultados futuros, e os valores apresentados não estão líquidos de impostos. As taxas podem mudar, enquanto a rentabilidade final também pode ser afetada pela tributação e pela venda antecipada.

Qual título pode ser mais adequado

Não há um único título que sempre renda mais. O resultado depende do cenário econômico, das taxas disponíveis e do período analisado. Uma taxa maior em determinado momento também não significa que aquele papel será o melhor para todos os investidores.

O Tesouro Selic pode atender quem prioriza liquidez e acompanha a taxa básica de juros. O Tesouro Prefixado é voltado a quem busca previsibilidade e pretende levar o investimento até o vencimento. Para objetivos de longo prazo, o Tesouro IPCA+ combina inflação com uma taxa real.

O Tesouro Educa+ pode ser considerado por quem planeja recursos para a educação, enquanto o Tesouro RendA+ atende a uma estratégia de renda futura para a aposentadoria. A escolha deve levar em conta o prazo, a liquidez, os impostos e a possibilidade de precisar do dinheiro antes do vencimento.

Impostos e venda antecipada podem reduzir o retorno

O valor anunciado na compra não corresponde necessariamente ao montante líquido recebido pelo investidor. O Imposto de Renda segue a tabela regressiva aplicável aos investimentos de renda fixa, e o IOF pode incidir em resgates realizados em prazo inferior a 30 dias.

Também é preciso observar a marcação a mercado. Se um investidor comprar um Tesouro Prefixado e as taxas de juros subirem depois, o preço do título poderá cair. Caso venda o papel naquele momento, ele pode receber menos do que esperava.

Ao manter o título até o vencimento, respeitando as condições da aplicação, o investidor recebe a remuneração prevista para aquele papel, descontados os impostos e custos aplicáveis. Eventuais cobranças da instituição financeira também devem ser verificadas.

Dúvidas comuns sobre o Tesouro Direto

Não existe um rendimento único para uma aplicação de R 1.000. O resultado depende do título, da taxa contratada, do prazo e dos impostos. Para estimar o retorno, é necessário fazer uma simulação com as taxas vigentes.

O Tesouro IPCA+ não necessariamente rende mais que o Tesouro Selic. Os dois têm características diferentes: o primeiro combina inflação e taxa fixa, enquanto o segundo acompanha a taxa básica de juros. A comparação varia conforme o período e as condições disponíveis.

O Tesouro Prefixado mantém a remuneração prevista para o vencimento quando o investidor permanece com o título até a data definida. A venda antecipada, porém, pode gerar valor diferente por causa da marcação a mercado. Os rendimentos que continuam investidos também contribuem para os rendimentos seguintes, produzindo o efeito dos juros compostos.

É possível perder dinheiro no Tesouro Direto, especialmente ao vender antecipadamente títulos sujeitos à marcação a mercado. Para iniciantes, o Tesouro Selic pode ser uma alternativa em objetivos de curto prazo e com necessidade de liquidez. Em metas de longo prazo, Tesouro IPCA+, Tesouro Educa+ ou Tesouro RendA+ podem fazer mais sentido, conforme o objetivo e o perfil do investidor.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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