Quaest: Lula e Moro empatam com 55% de rejeição às vésperas da eleição de 2026
Pesquisa Quaest às vésperas da eleição de 2026 mostra Lula e Moro com 55% de rejeição, liderando ranking negativo.
Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda – feira (14) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Sergio Moro (PL) dividem o topo da rejeição entre os eleitores brasileiros. Ambos aparecem com 55% de rejeição — ou seja, mais da metade dos entrevistados que conhecem esses nomes afirmam que não votariam neles de jeito nenhum.
O levantamento foi feito às vésperas da eleição de 2026, quando Lula tenta a reeleição.
Os números colocam os dois políticos num patamar de rejeição elevado, num cenário em que a polarização entre PT e PL continua forte. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em todo o país, entre os dias 10 e 13 de setembro, por meio de entrevistas presenciais.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR 03607/2026.
Rejeição entre os demais candidatos
Atrás de Lula e Moro, o terceiro colocado no ranking da rejeição é o candidato do PSD, com 42% dos eleitores afirmando que não votariam nele. Em seguida, aparece o nome do Novo, com 40% de rejeição. O candidato do Missão soma 30%, enquanto o do Avante tem 26%.
Fechando a lista dos mais rejeitados, o representante do PCO aparece com 24%.
Os números mostram que, além da polarização entre PT e PL, há um grupo de candidatos com rejeição intermediária, que varia entre 42% e 24%. Esses percentuais indicam que parte do eleitorado já tem uma posição consolidada contra esses nomes, o que pode influenciar a estratégia de campanha de cada um.
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Os candidatos com menor rejeição
Do outro lado da lista, os candidatos com os menores índices de rejeição são os que representam partidos menores e com menos exposição nacional. O nome da UP (Unidade Popular) tem 13% de rejeição, seguido pelo PCB com 12%. O PSTU e o Democrata aparecem empatados com 11%, enquanto o DC (Democracia Cristã) tem 8% — o menor índice entre todos os candidatos pesquisados.
Esses números baixos podem ser explicados pelo fato de que muitos eleitores ainda não conhecem esses candidatos. A pesquisa considera apenas a rejeição entre quem conhece cada nome, mas a baixa taxa também pode refletir um desconhecimento maior do eleitorado sobre essas candidaturas.
Para esses partidos, o desafio é justamente aumentar o reconhecimento sem elevar a rejeição.
A Quaest é um dos principais institutos de pesquisa do país, e este levantamento específico foi encomendado pelo Grupo Globo. O registro no TSE garante a transparência do processo, já que todas as pesquisas eleitorais precisam ser cadastradas na Justiça Eleitoral.
A margem de erro de 2 pontos percentuais significa que, se a pesquisa fosse repetida, os resultados poderiam variar dentro desse limite, com 95% de chance de estarem corretos.
Com a aproximação das eleições de 2026, os números de rejeição são um termômetro importante para as campanhas. Candidatos com alta rejeição precisam trabalhar para reduzir a resistência do eleitorado, enquanto os com baixa rejeição tentam transformar o desconhecimento em votos.
A pesquisa Quaest dá um panorama claro de onde cada um está nesse quesito.