Quaest: 37% aprovam Mendonça na crise do STF contra 16% de Moraes

Pesquisa Quaet mostra que 73% dos brasileiros conhecem o embate entre os ministros do STF, com apoio a Mendonça variando conforme posição política.

À esquerda, o ministro Alexandre de Moraes; à direita, André Mendonça

Uma nova pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda – feira (14), revela uma forte disparidade na avaliação pública sobre a atuação de dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante a crise na Corte. O levantamento mostra que 37% dos entrevistados consideram que o ministro André Mendonça age de forma correta no embate, enquanto apenas 16% aprovam a postura do ministro Alexandre de Moraes.

A diferença de 21 pontos percentuais no apoio a Mendonça é um dos destaques do estudo. Por outro lado, 20% dos participantes acreditam que ambos os ministros agem de forma incorreta, e apenas 2% dizem que as ações dos dois estão certas. Os indecisos representam 25% dos entrevistados.

Conhecimento público e impacto político do caso

A pesquisa também apontou que 73% dos entrevistados têm conhecimento do caso envolvendo Moraes, Mendonça e Vorcaro. O instituto Quaest identificou que a percepção sobre o conflito varia significativamente de acordo com a inclinação política de cada pessoa.

Entre os eleitores que se consideram “lulistas”, 34% disseram que Moraes é quem tem tomado as decisões corretas no embate na Corte, enquanto 12% estão favoráveis a Mendonça. Já 32% desse grupo não souberam responder. Um cenário bem diferente aparece entre os bolsonaristas e os eleitores de “direita não bolsonarista”: 58% e 67% apoiam Mendonça, respectivamente.

Os eleitores que se declaram “independentes” também tendem a apoiar mais o ministro indicado por Jair Bolsonaro. Nesse segmento, 33% afirmam que Mendonça age de forma correta, contra 13% que dizem o mesmo sobre Moraes. Entre os independentes, 23% discordam da posição de ambos os ministros.

Influência da crise do STF nas eleições de 2026

O levantamento também avaliou o impacto da crise na Corte sobre as intenções de voto para presidente. Para 67% dos entrevistados, o episódio não influencia a escolha do voto. Já 22% afirmaram que a crise no STF reforça a decisão que já haviam tomado, enquanto 7% disseram que consideram mudar o voto por causa dos acontecimentos.

Outros 4% ainda não têm certeza sobre o impacto eleitoral do caso.

Leia também

Os dados mostram que, embora a maioria do eleitorado não veja relação direta entre a briga no Supremo e sua escolha nas urnas, uma parcela significativa — quase um terço dos entrevistados — admite que o episódio pesa de alguma forma na decisão.

Metodologia da pesquisa Quaest

A pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95%. O estudo foi contratado pelo Grupo Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR 03607/2026.