Putin rejeita encontro com Zelensky e reforça tensão na guerra da Ucrânia
Putin rejeita encontro com Zelensky, intensificando a guerra na Ucrânia. Analistas apontam para riscos de novos ataques e a estratégia de “negociar combatendo”.
Putin descarta reunião com Zelensky
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que não vê propósito em se encontrar com Volodymyr Zelensky. A proposta de reunião foi feita pelo líder ucraniano como parte de um esforço para encerrar a guerra na Ucrânia, que se prolonga desde fevereiro de 2022.
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A analista de Relações Internacionais, Fernanda Magnotta, comentou no CNN 360º desta sexta-feira (5) que essa postura reforça a visão de Moscou, que ainda acredita ser possível melhorar sua posição militar antes de considerar concessões significativas.
Magnotta destacou que a lógica atual é a de “negociar combatendo”, o que limita as possibilidades de um cessar-fogo ou de uma negociação mais eficaz no curto prazo. “Em vez de parar para negociar, o que devemos continuar observando é a continuidade do conflito”, acrescentou.
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Zelensky busca mudança no debate
A analista explicou que, nos últimos dias, Zelensky tem tentado deslocar o debate para o campo político e simbólico, focando nos custos internos da guerra para a Rússia. “Em vez de discutir a Ucrânia e suas perspectivas, que já são amplamente conhecidas, ele sugeriu que poderia ser interessante, do ponto de vista dos ativos russos, considerar essa pausa”, afirmou Magnotta.
Segundo a analista, a recusa de Putin indica a falta de interesse russo em participar desse processo de negociação. Com a negativa à reunião, Magnotta alerta para o risco de novas ondas de ataques nas próximas semanas e um aumento nas operações ucranianas em território russo.
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O papel de Donald Trump na resolução do conflito
Sobre a influência de Donald Trump na busca por uma solução para o conflito, Magnotta avaliou que sua capacidade de intervenção é bastante limitada. “Já percebemos em várias ocasiões que Trump não controla as decisões estratégicas de Moscou”, disse.
As opções disponíveis para Trump incluem pressão econômica e sanções secundárias contra aqueles que mantêm relações com a Rússia, mas a analista enfatizou que essas medidas já estão em vigor e são bastante rigorosas.
“Ele pode tentar articular diálogos e mediar uma aproximação, mas já vimos tentativas anteriores, como quando recebeu Putin nos Estados Unidos com honras, e mesmo assim não resultou em uma solução definitiva”, destacou Magnotta. Para a analista, enquanto os interesses da Rússia e da Ucrânia permanecerem incompatíveis e a confiança não for estabelecida, será difícil que qualquer mediação leve a resultados concretos.