Líderes de estados do Oriente Médio se reuniram com o presidente russo, Vladimir Putin, buscando sua mediação após os ataques de retaliação do Irã contra instalações militares dos Estados Unidos em países vizinhos. A conversa, realizada na segunda-feira (2 de março de 2026), envolveu os chefes de estado dos Emirados Árabes Unidos, Qatar, Arábia Saudita e Bahrein.
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A proximidade política entre a Rússia e o Irã impulsionou a disposição de Putin em facilitar diálogos entre as partes envolvidas, com Moscou se propondo a resolver a escalada do conflito por meios diplomáticos.
Ataques e Reações Internacionais
Os ataques do Irã, em retaliação pelo assassinato do aiatolá Ali Khamenei no sábado (28 de fevereiro de 2026), resultaram em diversos incidentes. A Arábia Saudita e o Qatar conseguiram interceptar grande parte dos mísseis lançados. No Bahrein, prédios residenciais na capital Manama foram atingidos, enquanto nos Emirados Árabes Unidos, um ataque de drone contra o Aeroporto Internacional de Zayed, em Abu Dhabi, causou um saldo de mortes e feridos.
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O aeroporto de Dubai também sofreu um ataque, resultando em quatro feridos. A Rússia retirou 292 cidadãos russos do Irã através das fronteiras com Armênia, Azerbaijão e Turcomenistão, conforme anunciado pelo Ministério das Relações Exteriores.
Tensão e Declarações de Trump
A situação se intensificou após semanas de tensão entre os dois países. Em 19 de fevereiro, Donald Trump mencionou a possibilidade de um ataque contra o Irã, condicionando a decisão a uma resposta do país persa. Trump também expressou preocupações com o desenvolvimento de mísseis pelo Irã, que poderiam ameaçar a Europa e bases americanas.
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Apesar das declarações, não houve acordo entre as partes. A busca por uma resolução diplomática permanece um desafio crucial.
Busca por Estabilidade no Oriente Médio
A representante do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, enfatizou a necessidade de resolver os conflitos com base na Carta da ONU e no Tratado sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares. A situação demonstra a complexidade da crise no Oriente Médio e a importância da mediação internacional para evitar uma escalada ainda maior.
A Rússia busca desempenhar um papel fundamental na busca por estabilidade na região, priorizando o uso de suas forças na incursão contra a Ucrânia.
