Putin e Xi Jinping se reúnem em Pequim para discutir gasoduto estratégico entre Rússia e China
Putin e Xi Jinping se reúnem em Pequim para discutir o ambicioso gasoduto “Poder da Sibéria 2”. Descubra como essa parceria pode mudar o cenário energético!
Reunião entre Putin e Xi Jinping em Pequim
Na terça-feira, 19 de janeiro de 2026, Vladimir Putin e Xi Jinping se encontraram em Pequim para discutir diversos assuntos, entre eles, a construção de um imenso gasoduto que ligará a Sibéria, no norte da Rússia, a Xangai, na China, com uma extensão de 2.600 km.
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O editor de Internacional, Diego Pavão, destacou que esse encontro ocorre em um momento estratégico. “Atualmente, o mundo está aprendendo que não pode depender completamente do transporte de gás e petróleo por via marítima”, afirmou Pavão durante uma entrevista ao Live CNN no dia 20 de janeiro.
O cenário é marcado por tensões no Estreito de Ormuz, uma passagem que se encontra praticamente bloqueada devido a conflitos entre Estados Unidos e Irã, sendo crucial para o abastecimento energético da China. “A China vê isso como uma chance de assegurar um fluxo de gás natural, que é amplamente utilizado na indústria, de forma mais estável e segura.
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Estamos falando de um tubo que transporta por terra, sem passar por áreas vulneráveis a crises geopolíticas”, ressaltou Pavão.
Vantagens do Gasoduto
Em comparação ao gás natural que a China adquire atualmente, que é transportado por navios e passa por um complexo processo de liquefação, o novo gasoduto permitirá o transporte do gás em sua forma natural. “O gás precisa ser resfriado a -162ºC, o que encarece o processo e complica a logística.
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Transportar o gás na forma gasosa exigiria um volume imenso, algo inviável”, observou Pavão.
O gasoduto, denominado “Poder da Sibéria 2”, terá início na península de Yamal, no extremo norte da Sibéria, próximo à região do Ártico. Com uma capacidade prevista de 50 bilhões de m³ por ano, o projeto superará o gasoduto já existente, “Poder da Sibéria 1”, que fornece 38 bilhões de m³ anuais.
Para a Rússia, essa parceria é extremamente vantajosa, especialmente após a Europa ter reduzido a compra de gás russo devido à guerra na Ucrânia e à explosão de dois gasodutos que afetaram ainda mais o fornecimento ao continente europeu.
“A Rússia possui a maior reserva de gás natural do mundo e precisa de um comprador”, enfatizou Diego Pavão. A China, por sua vez, vê no acordo uma oportunidade para garantir um fornecimento de energia mais estável e seguro. “É um bom negócio para ambos”, concluiu.