As negociações entre o presidente russo e os principais representantes do Partido Republicano, liderados por Donald Trump, não resultaram em acordos concretos sobre um possível acordo de paz com a Ucrânia. Segundo informações divulgadas, algumas propostas apresentadas pela Rússia foram aceitas, enquanto outras foram rejeitadas.
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A Rússia manifestou disposição para continuar as discussões com os negociadores norte-americanos até que um acordo seja alcançado.
Reuniões em Moscou
As primeiras sessões de diálogo iniciaram-se na terça-feira (2 de dezembro de 2025) em Moscou, estendendo-se até após a meia-noite. A equipe de negociação americana foi composta por Jared Kushner e seu genro, enquanto a Rússia contou com a presença de Vladimir Putin, Dmitri Peskov, Yuri Ushakov e Kirill Dmitriev.
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A comunicação entre as equipes foi facilitada por intérpretes.
Divergências e Preocupações
Após o encontro, o principal assessor de política externa de Putin, Yuri Ushakov, ressaltou que ainda há um longo caminho a percorrer. Donald Trump, por sua vez, expressou insatisfação com a dificuldade de solucionar o conflito na Europa, que ele considera o mais letal do continente desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
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O presidente americano tem criticado tanto Vladimir Putin quanto o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, em diversas ocasiões.
Propostas e Contrapropostas
Em novembro, um documento de proposta de paz foi divulgado, gerando preocupação entre autoridades ucranianas e europeias, que consideraram que a proposta cedia às exigências de Moscou. Em resposta, as potências europeias apresentaram uma contraproposta.
Em Genebra, EUA e a Ucrânia anunciaram a criação de uma “estrutura de paz atualizada” para encerrar a guerra. Volodymyr Zelenskyy, em pronunciamento em Dublin, expressou preocupação com o processo, alertando que “não haverá soluções fáceis. É importante que tudo seja justo e aberto, para que não haja jogos pelas costas da Ucrânia”.
Ameaças e Tensões
O líder russo também ameaçou cortar o acesso da Ucrânia ao mar, em resposta a ataques de drones contra petroleiros da “frota sombra” da Rússia no Mar Negro. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou que as declarações de Putin demonstram que ele não está pronto para encerrar a guerra.
A situação permanece tensa, com ambas as partes expressando ceticismo em relação ao futuro das negociações.
