Putin discute cibersegurança após onda de ataques de drones a data centers russos

O Kremlin confirmou que o presidente Vladimir Putin participa nesta quarta-feira (14) de uma reunião de alto nível sobre segurança cibernética. O porta-voz Dmitri Peskov negou que o encontro tenha sido convocado por causa de uma onda recente de ataques de drones ucranianos contra centros de dados russos.
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Peskov classificou o tema como “cada vez mais urgente” e disse que a reunião tem um caráter “sistêmico”, não reativo. “As tecnologias de inteligência artificial trazem muitos benefícios e vantagens, aumentando a eficiência. Mas, ao mesmo tempo, as tentativas de vários Estados de transformar essas novas tecnologias em armas representam ameaças a setores inteiros da economia de qualquer país”, afirmou o porta-voz a jornalistas. “Naturalmente, não somos exceção, e devemos estar preparados para esses desafios. É por isso que o Kremlin está realizando esta reunião hoje.”
Kremlin nega relação com ataque a data centers
Na semana passada, quatro centros de dados russos foram alvo de ataques com drones — três do grupo de tecnologia Yandex e um do Sberbank. Questionado se o encontro foi uma resposta direta a esses episódios, Peskov foi categórico: “Não, trata-se de uma reunião de natureza muito mais sistêmica.
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Ela não está ligada a esses ataques específicos e isolados.”
A declaração busca afastar a interpretação de que o governo estaria agindo sob pressão imediata. O porta-voz reforçou que a pauta de segurança digital já estava na agenda do Kremlin antes dos incidentes.
Participantes da reunião incluem chefes de bancos e segurança
Entre os convocados para o encontro com Putin estão ministros do governo, autoridades de segurança de alto escalão, o presidente do Sberbank e a presidente do Banco Central, Elvira Nabiullina. A composição da lista indica que a discussão deve abordar tanto a proteção de infraestruturas financeiras quanto a defesa de setores estratégicos da economia russa contra ameaças digitais.
Peskov não detalhou os encaminhamentos práticos da reunião, mas afirmou que o Kremlin avalia que o país precisa se preparar para “desafios” impostos pelo uso militar de tecnologias emergentes, como a inteligência artificial.
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Redação Internacional
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