O presidente russo, Vladimir Putin, expressou preocupação com o impacto de recentes eventos no progresso das negociações sobre o programa nuclear iraniano. Em uma conversa telefônica com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Laden, Putin atribuiu a interrupção do diálogo a um “ato não provocado de agressão armada” contra um país da ONU, em clara referência aos ataques realizados em fevereiro.
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Agressões e Reações Internacionais
O líder russo destacou os esforços que Moscou e Abu Dhabi haviam feito para encontrar soluções de compromisso, e também agradeceu ao homólogo por auxiliar cidadãos russos que enfrentavam dificuldades nos Emirados Árabes Unidos. A escalada da situação na região motivou uma série de conversas entre Putin e líderes do Oriente Médio, após os ataques de Israel e dos Estados Unidos em 28 de fevereiro, que resultaram na morte de altos funcionários militares iranianos.
Preocupações com a Escalada do Conflito
Durante uma conversa com o Emir do Catar, Tamim Bin Hamad Al Thani, Putin enfatizou que a agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã representava uma “violação flagrante do direito internacional”, com potenciais “consequências graves e trágicas” para o povo iraniano.
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As preocupações mútuas giravam em torno dos riscos de uma escalada do conflito e da possível intervenção de outros países na região.
Reações e Condenações Russas
O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, manifestou a decepção de Moscou com a deterioração da situação no Oriente Médio, que culminou em uma agressão declarada. O Kremlin também criticou a operação de Washington e Tel Aviv, argumentando que ela não estava relacionada à preservação do regime de não proliferação nuclear e exigiu o retorno às negociações.
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O Ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, sinalizou a disposição de Moscou em facilitar uma solução, através do Conselho de Segurança da ONU.
Condenação do Ataque a Civis
A Chancelaria russa emitiu uma forte declaração condenando o ataque israelense a uma escola feminina em Minab, Irã, que resultou na morte de crianças. A declaração enfatizou que qualquer ataque contra alvos civis é inaceitável e que Washington e Tel Aviv buscavam interromper o processo de normalização das relações entre o Irã e outros países da região através de ações violentas.
A diplomacia russa defendeu o fim das hostilidades e a resolução de divergências por meio da diplomacia, visando garantir a segurança de pessoas e infraestrutura civil.
