PT pede investigação no STF sobre financiamento do filme “Dark Horse” e suas implicações eleitorais

O PT solicita ao STF uma investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse” e suas possíveis ligações com a campanha de Flávio Bolsonaro. Quais

10/06/2026 18:01

3 min

PT pede investigação no STF sobre financiamento do filme “Dark Horse” e suas implicações eleitorais
(Imagem de reprodução da internet).

PT solicita investigação sobre financiamento do filme “Dark Horse”

O PT (Partido dos Trabalhadores) protocolou nesta quarta-feira (11) um pedido de investigação no STF (Supremo Tribunal Federal) a respeito do financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na petição dirigida ao ministro Flávio Dino, o partido argumenta que a produção pode ter sido utilizada como “caixa 2” para financiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026.

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O PT solicita que o STF investigue “o envolvimento de emendas parlamentares e a destinação dos recursos financeiros relacionados ao filme, assim como a atuação de agentes públicos, privados e das pessoas jurídicas envolvidas”. O documento aponta indícios de que o dinheiro destinado oficialmente à produção do filme foi utilizado para promoção político-eleitoral, disfarçado como produção audiovisual.

Financiamento e participação de Vorcaro

A petição menciona a participação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, no financiamento do projeto, além do envolvimento direto de Flávio nas negociações. À CNN Brasil, Flávio Bolsonaro confirmou que recebeu aproximadamente R$ 62 milhões de Daniel Vorcaro para o filme.

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O PT destaca que a discussão gira em torno da possibilidade de que recursos significativos tenham sido direcionados para uma peça de propaganda política, impactando diretamente o processo eleitoral de 2026.

O partido argumenta que, se for comprovado que os recursos destinados ao filme foram usados para promover candidaturas ou movimentados por estruturas que ocultam sua origem, isso pode caracterizar abuso de poder econômico e caixa dois eleitoral. Além disso, questiona se todo o valor investido na realização do filme foi realmente aplicado na produção.

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Questões sobre a equipe de produção

Outro ponto abordado na petição é a rede de pessoas físicas e jurídicas envolvidas no projeto “Dark Horse”. O PT pede a investigação das relações entre a produtora Go Up Entertainment, sua proprietária Karina Ferreira da Gama, o ICB (Instituto Conhecer Brasil) e outras entidades associadas.

O partido menciona que investigações em andamento já apuram repasses de recursos públicos ao ICB e a possível utilização de contratos públicos e emendas parlamentares por entidades ligadas aos responsáveis pelo filme.

A petição também solicita a apuração da participação do deputado federal Mario Frias (PL-SP), que assina o roteiro e a produção do filme. O PT afirma que o parlamentar é um “agente político interessado” e que destinou emendas para entidades vinculadas aos responsáveis pela produção.

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Outras investigações em andamento

No último mês, o MPTCU também solicitou a investigação de eventuais irregularidades relacionadas ao filme “Dark Horse”. O requerimento pede que a Corte adote medidas para apurar a utilização de incentivos fiscais, benefícios tributários e recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, convênios e contratos administrativos vinculados à produção do filme.

Além disso, o MPTCU requer a investigação de possíveis aportes financeiros provenientes de empresas ligadas ao Banco Master ou a Daniel Vorcaro, bem como a utilização de estruturas societárias e mecanismos financeiros que possam ocultar a origem dos recursos.

A rastreabilidade financeira dos recursos mencionados nas reportagens também deve ser investigada, incluindo o fluxo financeiro entre pessoas físicas, jurídicas e fundos de investimento envolvidos nas operações relatadas.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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