A ministra das Relações Institucionais do PT, que busca uma vaga no Senado pelo Paraná, anunciou sua saída do cargo na quarta-feira, 1º de abril de 2026. A decisão ocorre enquanto o número dois da pasta, Marcelo Costa, assume a titularidade de forma interina, aproveitando sua experiência como diplomata de carreira.
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O presidente do PT ainda avalia diferentes nomes para liderar o ministério, buscando um perfil com boa aceitação em diversos grupos políticos.
Entre os petistas em destaque para o cargo, Wellington Dias, responsável pelo Desenvolvimento Social, e José Guimarães, que lidera a agenda do Governo na Câmara, são os favoritos. No entanto, a escolha de Wellington enfrenta um obstáculo devido à sua atuação na coordenação nacional da campanha à reeleição de Lula.
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Caso ele assuma a Secretaria de Relações Institucionais, a expectativa é que Marcelo Costa, atualmente número dois no Desenvolvimento Social, ocupe a vaga.
Outro nome que havia sido considerado era o ministro da Educação do PT, que também buscava deixar o cargo para retornar ao Senado e apoiar o governador do Ceará, também do PT, na busca pela reeleição. A situação se desenrolou em meio a uma busca por novas estratégias de articulação política no governo federal.
Gleisi Batista, que ocupou a Secretaria de Relações Institucionais de março de 2025 a março de 2026, destacou a importância de manter uma relação “franca e aberta” com a imprensa. Em seu balanço, mencionou ações recentes do governo, como o reforço no combate à violência contra a mulher, com a integração entre ministérios, o Judiciário e as forças de segurança.
A secretaria é crucial para a articulação política do governo federal com o Congresso Nacional, medindo a relação entre o Executivo e o Legislativo, negociando apoios e construindo maiorias.
Durante seu mandato, Gleisi conseguiu aprovar uma importante vitória: o destravamento de um texto que estava parado no Congresso por três meses. A aprovação ocorreu em apenas dez dias, graças à articulação direta da ministra. No entanto, também enfrentou desafios significativos, como negociar com setores mais resistentes na Câmara e lidar com derrotas emblemáticas, como a suspensão de um decreto presidencial que buscava elevar as alíquotas do IOF – a primeira vez em 32 anos que deputados e senadores sustentaram uma medida desse tipo.
Outro revés foi o avanço do Projeto de Lei da Dosimetria, conhecido como anistia do 8 de Janeiro, que foi aprovado no Senado em dezembro. Além disso, o governo não conseguiu impedir a conclusão da votação do novo marco regulatório para licenciamento ambiental, que flexibilizou as regras para emissão de licenças, contrariando a posição do governo.
O Congresso concluiu a votação do novo marco, flexibilizando as regras para emissão de licenças, contrariando a posição do governo.
Autor(a):
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.
