PT e governo querem reduzir jornada de trabalho! 74% dos celetistas em risco com PEC que visa a escala 5×2. Detalhes chocantes na CCJ!
Uma análise recente revela que a escala de trabalho 5×2 se tornou predominante no Brasil, com cerca de 66,8% dos trabalhadores brasileiros aderindo a essa modalidade. Esses 29,7 milhões de profissionais trabalham cinco dias por semana, tendo apenas dois dias de folga.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Contudo, uma parcela significativa da força de trabalho, representando 14,8 milhões de pessoas, ainda opera sob a escala de 6×1, correspondendo a 33,2% do total de vínculos empregatícios. A discussão sobre essa diferença foi apresentada na terça-feira, 10 de março de 2026, durante uma audiência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.
O presidente do PT, aliado a um ministro do Trabalho do mesmo partido, lideram a iniciativa de extinguir a escala de 6×1. O colegiado ouviu o ministro do Trabalho, que apresentou dados detalhados sobre o tema (PDF – 21 MB). O objetivo central é promover uma transição para a escala de 5×2, vista como uma medida que já foi absorvida pelo mercado de trabalho.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O governo argumenta que a mudança não causará um choque na economia. No entanto, dados indicam que 37,2 milhões de trabalhadores, ou 74% dos celetistas, estão vinculados a contratos de 44 horas semanais, o que os tornaria vulneráveis a uma redução na jornada.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em discussão na CCJ combina as propostas da deputada do Psol-SP e do deputado do PT-MG, sendo que o presidente da Câmara, do partido Republicanos-PB, defende a viabilidade da redução, afirmando que a preocupação com o impacto na economia existe “desde a escravidão”.
O Ministério do Trabalho estima que o custo médio da redução na jornada seria de 4,7% na massa salarial das empresas. Setores como o transporte aquaviário e a indústria de alimentos poderiam sofrer impactos superiores a 10,5%, enquanto construção, agropecuária e comércio teriam variações entre 7,8% e 8,6%.
Os dados apontam que estados com forte presença agrícola seriam os mais afetados. Tocantins, com 48,11% dos trabalhadores na escala 6×1, e Roraima, com 43,9%, seriam os estados mais impactados. Santa Catarina, onde 44,7% dos empregados folgam um dia na semana, também se destaca devido à concentração de empresas de pequeno porte no setor de serviços de alimentação.
Autor(a):
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.