Uma análise recente do governo, apresentada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara em 10 de março de 2026, aponta o setor de transporte aéreo como o mais vulnerável a uma possível redução na jornada de trabalho. Os dados revelam que, atualmente, 14,8 milhões de trabalhadores brasileiros estão empregados sob a modalidade 6 X 1, representando 33,2% do total da força de trabalho.
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O presidente do PT, tem colocado essa mudança como uma das principais prioridades para o ano de 2026.
Setores Mais Impactados e Percentagens
A pesquisa detalha a distribuição dos trabalhadores na escala 6 X 1 em diversos setores. O transporte aéreo lidera com 53,2%, seguido por serviços de alojamento (52%), serviços de alimentação (47,1%) e comércio (42,2%). Micro e pequenas empresas concentram 35% dos trabalhadores nessa modalidade, enquanto o setor agropecuário apresenta 35,4%.
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Empregadores domésticos representam apenas 3% desse tipo de contrato.
Custos e Impactos Setoriais
O Ministério do Trabalho estima que a redução na jornada de trabalho custaria, em média, 4,7% na massa salarial das empresas. No entanto, esse valor pode variar significativamente, com o transporte aquaviário e a indústria de alimentos enfrentando impactos superiores a 10,5%.
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Setores como construção, agropecuária e comércio também poderiam sofrer aumentos de custo entre 7,8% e 8,6%.
Estados com Maior Vulnerabilidade
Os dados indicam que estados com forte presença agrícola, como Tocantins (48,11% dos trabalhadores na escala 6 X 1) e Roraima (43,9%), seriam os mais afetados por uma redução na jornada de trabalho. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em discussão na CCJ, que visa unificar as propostas da deputada e do deputado, tem gerado debates sobre a viabilidade e sustentabilidade da medida.
Posicionamento do Governo
O ministro do Trabalho, em depoimento à CCJ, defendeu a redução da jornada para 40 horas semanais, argumentando que uma implementação imediata de 36 horas seria “estranguladora” para a economia brasileira. Ele acredita que o aumento da produtividade compensará a diminuição das horas trabalhadas, absorvendo os custos adicionais.
O presidente da Câmara, (Republicanos-PB), também se manifestou sobre o tema, afirmando que a redução de jornada é “plenamente factível e sustentável”.
