Deputado do PT acusa fraude na CPMI do INSS! Paulo Pimenta busca anulação da votação contra “Lulinha” e senador Viana. Drama na CPMI do INSS!
O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) intensificou sua postura nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, buscando a anulação da votação que envolveu o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente do Brasil.
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Pimenta expressou sua preocupação com o que considera uma tentativa de interferência na condução da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, liderada pelo senador Marcos Viana (Podemos-MG).
O deputado apresentou planos de apresentar uma representação formal no Conselho de Ética do Senado contra o senador Viana, acusando-o de fraudar o resultado da votação simbólica que levou à aprovação dos requerimentos. Pimenta argumentou que a situação representa um ataque à democracia e que buscará a responsabilização regimental e a anulação da votação, que ele considera “fraudulenta”.
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A declaração foi proferida durante a audiência da CPMI do INSS.
A reunião da CPMI começou com um atraso de 1 hora e 30 minutos, devido a um protesto próximo à Câmara dos Deputados. Essa situação dificultou a chegada dos membros da comissão, incluindo o relator da sessão, o senador Alexandre Viana (União Brasil-AL).
Houve uma intensa articulação da base governista para impedir que os pedidos de quebras de sigilo bancário e fiscal de Lulinha fossem incluídos na pauta da reunião.
Os governistas conseguiram aprovar, por 18 votos contra 12, que a votação dos requerimentos fosse feita em bloco, ou seja, avaliada em conjunto pela comissão, e não de forma individualizada. Essa estratégia visava contornar o apoio do Centrão, que buscava barrar a votação de requerimentos ligados a instituições bancárias, como Master, Santander, BMG, PicPay e C6 Consignado.
No entanto, ao abrir para a votação simbólica, que não exige a presença nominal dos parlamentares, a base governamental enfrentou uma derrota, levando a uma discussão e a uma suspensão da sessão. Segundo o senador Viana, o “jogo virou” devido à estratégia do governo em bloquear a pauta, o que resultou na falta de votos necessários para a aprovação integral da reunião.
O deputado Pimenta defendeu que o que ocorreu na votação “atenta contra a democracia” e representa uma “ação ilegal”, citando o artigo 14 do regimento do Senado, que estabelece que, em votações simbólicas, a maioria simples dos congressistas presentes no momento da votação é suficiente para determinar o resultado, independentemente do quórum total registrado no painel da sessão.
Pimenta alegou que houve um erro material na contagem dos votos.
Os senadores e deputados que votaram pela rejeição dos requerimentos foram identificados: Soraya Thronicke (Podemos-MS), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Jussara Lima (PSD-PI), Jaques Wagner (PT-BA), Tereza Leitão (PT-PE), Damião Feliciano (União Brasil-PB), Átila Lira (PP-PI), Cleber Verde (MDB-MA), Orlando Silva (PC do B-SP), Romero Rodrigues (Podemos-PB), Alencar Santana (PT-SP), Neto Carlleto (Avante-BA) e Rogério Correia (PT-MG).
O senador Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso Nacional, classificou a votação como “tentativa de golpe”, acusando os governistas de praticarem “golpes contumazes” como os cometidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Pimenta solicitou que o resultado da votação seja anulado, enquanto o senador Randolfe Rodrigues defendeu uma investigação que atinja figuras como o empresário Fabiano Zettel e o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Ambos são alvos de investigações relacionadas ao esquema de fraudes na votação simbólica.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.