Direção Nacional do Psol Avalia Proposta de Federação com o PT
No próximo sábado (7), a Direção Nacional do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) se reunirá para analisar uma proposta do Partido Trabalhista do Brasil (PT). O objetivo é formar uma federação partidária, visando disputar as eleições de 2026.
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A sugestão foi apresentada por Edinho Silva, presidente nacional do PT, diretamente para a liderança do Psol.
A discussão sobre essa possível união já vinha ocorrendo internamente no Psol desde o final de 2025. A iniciativa gerou debates públicos, com dirigentes e parlamentares do partido expressando suas opiniões na imprensa e em suas redes sociais. Essa movimentação dividiu o Psol, com a corrente liderada por Guilherme Boulos se manifestando contrária à proposta do PT.
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Divergências Estratégicas e o Apoio a Lula
Dentro do Psol, a proposta é vista como derrotada. Os diferentes grupos dentro do partido chegaram a um consenso: o apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição em 2026 é inegociável. O partido acredita que Lula é a única alternativa para combater a extrema direita no país.
A federação, nesse contexto, seria uma forma de ampliar o apoio ao presidente Lula, através de uma coligação partidária para a próxima eleição. A ideia é que, com mais representantes, o Psol possa aumentar sua influência e o número de parlamentares eleitos.
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Críticas à Proposta e o Exemplo do Rio de Janeiro
Nem todos dentro do Psol apoiam a federação. Alguns críticos argumentam que a proposta diluiria o programa do partido, enfraqueceria sua independência política e o aprisionaria em relação à agenda eleitoral. Um exemplo citado é o estado do Rio de Janeiro, onde o PT apoiará o atual prefeito, Eduardo Paes (PSD), na disputa pela governadoria, enquanto o Psol terá seu próprio candidato, Glauber Braga.
A criação de uma federação implica que os partidos associados manterão a aliança em todas as disputas majoritárias, além de compartilharem o programa eleitoral e somarem votos, evitando a cláusula de barreira que limita o financiamento de partidos com poucos representantes eleitos.
O objetivo é que o Psol aumente o número de eleitos em todo o país, como ocorreu no Nordeste, onde a federação Psol/Rede elegeu um único deputado federal, mesmo com um candidato da Rede, Túlio Gadelha, tendo obtido 134 mil votos.
Ampliação da Bancada Progressista e Desafios
Tiago Paraíba, tesoureiro nacional do Psol e militante da Revolução Solidária, argumenta que a federação permitirá a ampliação da bancada progressista e de esquerda no Congresso, além de garantir a viabilidade eleitoral. Ele destaca que, na última eleição, a esquerda não elegeu deputados federais em seis estados, e a federação poderia reverter essa situação.
Saídas da Corrente de Boulos e Reações
Na última terça-feira (3), 47 psolistas anunciaram a saída da corrente da Revolução Solidária, liderada por Guilherme Boulos. O economista José Fevereiro, ex-dirigente nacional do partido, criticou a medida, argumentando que o objetivo é aproximar Boulos de Lula para tentar obter apoio para 2030.
Apesar das declarações, aliados de Boulos afirmam que a saída do partido não está em discussão.
