Prova da Unicamp Explora Machosfera e Discurso de Ódio Contra Mulheres em Redação

A prova de redação da Unicamp de 30 de março aborda a machosfera e o discurso de ódio contra mulheres, destacando a necessidade de regulação e educação.

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(Imagem de reprodução da internet).

Prova da Unicamp Aborda a Machosfera e o Discurso de Ódio

No último domingo (30), a prova de redação da segunda fase da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) teve como tema central: “A ‘machosfera’ e o discurso de ódio contra as mulheres”. O termo machosfera refere-se a grupos digitais que, embora afirmem discutir questões masculinas, propagam narrativas antifeministas e práticas de misoginia.

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A ONU, por meio de uma de suas entidades voltadas para a igualdade de gênero, caracteriza a machosfera como um conjunto de comunidades que reforçam estereótipos rígidos de masculinidade. Essas comunidades sustentam a ideia de que os avanços na igualdade de gênero ocorreram “às custas dos homens”.

Relatórios da ONU indicam que esses grupos se organizam em aplicativos de namoro, jogos, podcasts e redes sociais, promovendo comportamentos prejudiciais.

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O Ambiente da Machosfera

De acordo com especialistas consultados pela CNN Portugal, a machosfera se manifesta em redes sociais, fóruns e plataformas de vídeo, onde a combinação de influência e monetização ocorre em um espaço com pouca regulação. Nesse ambiente, os homens são incentivados a ver as mulheres como inimigas, adotando uma postura misógina e transformando a violência de gênero em um espetáculo online.

Esses grupos, segundo os especialistas, doutrinam crianças e lucram com essa dinâmica, sendo descritos como uma “bomba relógio que já explodiu”.

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Discursos de Culpabilização e Regulação Necessária

Os especialistas afirmam que essas redes operam com base na oposição ao feminismo, promovendo discursos que culpam as mulheres pelas violências que enfrentam. Esse conteúdo é amplificado por algoritmos, tornando-se produtos lucrativos e alimentando práticas de assédio e exposição não consentida.

Organismos da ONU defendem que o combate à machosfera requer políticas públicas, regulação das plataformas e educação voltada para a igualdade. Para os especialistas, é essencial implementar estratégias de prevenção, oferecer suporte às vítimas e realizar uma análise rigorosa das dinâmicas digitais para mitigar o impacto desses grupos e criar ambientes online mais seguros.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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