Protestos no Irã resultam em mais de 3 mil mortes, segundo HRANA
De acordo com a HRANA (Agência de Notícias dos Ativistas dos Direitos Humanos), mais de 3 mil pessoas perderam a vida nos protestos que ocorrem no Irã. O grupo, com sede nos Estados Unidos, reportou 3.090 mortes, sendo 2.885 manifestantes, enquanto a repressão parece ter sufocado os protestos temporariamente.
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Após oito dias de apagão, foi registrado um “ligeiro aumento” na atividade da internet no país. Moradores de Teerã relataram que a capital está tranquila há quatro dias, e não houve grandes manifestações na quinta (15) e na sexta-feira (16).
Um residente de uma cidade ao norte, próxima ao Mar Cáspio, também mencionou a calma nas ruas.
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Violência e repressão nos protestos
Os protestos, que começaram como manifestações contra o regime clerical da República Islâmica, culminaram em violência generalizada na semana passada. Grupos de oposição e um funcionário iraniano afirmaram que mais de 2 mil pessoas morreram nos distúrbios, os mais graves desde a Revolução Islâmica de 1979.
O grupo de monitoramento de internet NetBlocks informou que houve um leve aumento na conectividade no Irã, após 200 horas de interrupção. A conectividade ainda se mantinha em apenas 2% dos níveis normais. Alguns iranianos no exterior relataram ter conseguido se comunicar com pessoas no Irã.
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Reações internacionais e relatos de cidadãos
O presidente dos EUA, Donald Trump, que havia ameaçado tomar “medidas muito duras” caso o Irã executasse manifestantes, afirmou que os líderes iranianos cancelaram os enforcamentos em massa. No entanto, o Irã não confirmou tais planos ou cancelamentos.
Estudantes e peregrinos indianos que estavam no Irã relataram que ficaram praticamente isolados em suas acomodações, sem comunicação com suas famílias. Uma estudante de medicina em Teerã descreveu um incidente em que um homem, visivelmente agitado, tentou bloquear o carro em que estava, segurando um bastão em chamas.
O Ministério das Relações Exteriores da Índia informou que há voos comerciais disponíveis e que tomará medidas para garantir a segurança dos cidadãos indianos no Irã.
