Protestos no Irã resultam em 43 mil mortes e crescente insatisfação popular. A revolta, iniciada por lojistas, se espalha por todo o país. Entenda a crise!
O Centro Internacional para Direitos Humanos no Irã revelou que, durante os protestos contra o regime, pelo menos 43 mil pessoas perderam a vida. Essa análise foi realizada com base em investigações, pesquisas de campo, verificação de imagens e vídeos, além de entrevistas com diversas fontes no país.
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Os protestos começaram quando lojistas e comerciantes de Teerã fecharam seus estabelecimentos e foram às ruas. Rapidamente, as manifestações evoluíram para um movimento político de grande escala, abrangendo cidades em todo o Irã e envolvendo diferentes segmentos da sociedade.
De acordo com testemunhas, mesmo após a dispersão dos manifestantes, que buscavam abrigo em suas casas ou na de terceiros, as forças de segurança continuaram a persegui-los, disparando contra eles. Essas ações resultaram em mortes diretas em diversos casos.
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As manifestações, que começaram com a insatisfação econômica, se espalharam pelo país, tornando-se um movimento mais amplo contra o regime. A inflação, que atingiu níveis alarmantes, foi um dos principais fatores que desencadearam os protestos.
Na semana passada, os preços de produtos básicos, como óleo de cozinha e frango, dispararam, com alguns itens desaparecendo das prateleiras.
A situação foi agravada pela decisão do banco central de encerrar um programa que permitia a alguns importadores acessar dólares americanos a preços mais baixos. Isso levou lojistas a aumentarem os preços e, em alguns casos, a fecharem suas portas, iniciando os protestos.
A decisão dos bazaaris, tradicionalmente alinhados à República Islâmica, representa uma medida drástica. O governo, sob a liderança de reformistas, tentou aliviar a pressão oferecendo transferências diretas de quase US$ 7 por mês, mas essa ação não foi suficiente para conter a insatisfação popular.
As manifestações atuais são as maiores desde 2022, quando a morte de Mahsa Amini, de 22 anos, sob custódia da polícia religiosa, gerou os protestos “Mulher, Vida, Liberdade”. Até o momento, pessoas de mais de 100 cidades têm participado dos atos, que começaram há quase duas semanas.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.