Protestos no Irã: Números Alarmantes de Mortes e Prisões
Desde o início dos protestos contra o regime iraniano, no final de dezembro, pelo menos 2.403 manifestantes perderam a vida, conforme informações da Agência de Notícias dos Ativistas dos Direitos Humanos (HRANA), com sede nos Estados Unidos. Entre os mortos, estão 12 jovens com menos de 18 anos, segundo o porta-voz da HRANA à CNN.
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Além disso, o grupo reportou que mais de 18.137 pessoas foram presas desde o início das manifestações. Este número representa um aumento significativo em relação ao que foi divulgado anteriormente. Na terça-feira (12), a HRANA havia estimado que 1.850 manifestantes haviam morrido.
Desafios e Motivações dos Protestos
A CNN não conseguiu verificar de forma independente os dados da HRANA, que afirma que os números são baseados em casos identificados e confirmados. Devido ao apagão digital em curso no Irã, é provável que o número real de vítimas seja ainda maior.
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Os protestos começaram em resposta à inflação descontrolada, mas rapidamente se transformaram em um movimento mais amplo contra o regime. A situação se agravou na semana passada, quando os preços de itens essenciais, como óleo de cozinha e frango, dispararam, levando a escassez de produtos nas prateleiras.
Decisões que Agravaram a Crise
A crise foi intensificada pela decisão do banco central de encerrar um programa que permitia a alguns importadores acessarem dólares americanos a preços mais baixos. Isso resultou em um aumento nos preços e no fechamento de lojas, o que desencadeou os protestos.
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A decisão dos bazaaris, comerciantes tradicionais, é considerada drástica, dado seu histórico de apoio ao governo.
Embora o governo reformista tenha tentado aliviar a pressão com transferências diretas de quase US$ 7 mensais, essa medida não foi suficiente para conter a insatisfação popular. As autoridades enfrentaram a maior onda de manifestações até o momento, isolando ainda mais o Irã do resto do mundo.
Organizações de direitos humanos afirmam que centenas de pessoas foram mortas desde o início dos protestos. Em meio a essa crise, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar o Irã caso as forças de segurança respondam com violência. O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, respondeu pedindo a Trump que se concentrasse em seu próprio país, acusando os EUA de incitar os protestos.
