Protestos explosivos no Reino Unido após ataque a faca geram caos e violência nas ruas

Protestos explosivos no Reino Unido após ataque a faca geram caos em Belfast e outras cidades. Keir Starmer e Michelle O’Neill reagem à violência.

(Imagem de reprodução da internet).

Protestos anti-imigração no Reino Unido após ataque a faca

Manifestantes contrários à imigração tomaram as ruas do Reino Unido após um sudanês de 30 anos ser acusado de tentativa de homicídio em um ataque a faca que deixou uma pessoa gravemente ferida na Irlanda do Norte. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, descreveu o crime como “horrível”.

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Na noite de terça-feira (9), multidões mascaradas se reuniram em várias áreas de Belfast, incendiando casas, veículos, barricadas e pelo menos um ônibus.

A tensão se espalhou para cidades como Newtownabbey, onde dois veículos foram incendiados, conforme mostram vídeos geolocalizados pela CNN, e Kilkeel, onde outro carro foi queimado. Imagens verificadas pela CNN mostram casas em Belfast em chamas, enquanto equipes de emergência e bombeiros se apressam nas ruas.

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A primeira-ministra da Irlanda do Norte, Michelle O’Neill, denunciou que grupos de homens mascarados estavam “expulsando famílias de suas casas por meio do fogo”, caracterizando as cenas como “puro vandalismo e violência”.

Contexto do ataque e reações

Os protestos começaram após o ataque com faca que deixou um homem hospitalizado com ferimentos nos olhos, costas e rosto. Grande parte do incidente, ocorrido na noite de segunda-feira em Belfast, foi filmada por uma testemunha e rapidamente se espalhou nas redes sociais.

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As imagens mostram um homem imobilizando outro no chão e agredindo-o antes da intervenção de populares e policiais.

O’Neill afirmou que, embora o ataque em North Belfast tenha sido hediondo e injustificável, há tentativas perigosas de usar o caso para atacar pessoas inocentes que apenas desejam viver e trabalhar na região. Ela enfatizou que “racismo, intimidação e violência são errados onde quer que ocorram”.

Protestos se espalham por outras cidades

Manifestações menores também foram observadas em outras cidades britânicas, como Bangor, Glasgow e Londres, onde um grupo de manifestantes de extrema direita confrontou a polícia e gritou palavras de ordem contra a imigração. Até o momento, não há evidências de que o ataque com faca tenha relação com terrorismo, conforme afirmou o vice-chefe da polícia da Irlanda do Norte, Ryan Henderson, que destacou que a investigação ainda está em fase inicial.

O chefe da polícia da Irlanda do Norte, Jon Boutcher, pediu à população que não permita que “pessoas que nada sabem sobre a Irlanda do Norte influenciem o comportamento dos nossos cidadãos à distância por meio das redes sociais”. A polícia reconheceu a ocorrência de “focos esporádicos de desordem” em várias partes da Irlanda do Norte e que alguns veículos foram incendiados.

As autoridades pediram calma à população, solicitando que os protestos sejam pacíficos e responsáveis.

Reações políticas e contexto de tensão

A ministra da Justiça da Irlanda do Norte, Naomi Long, condenou os distúrbios, afirmando que alguns manifestantes estavam “determinados a destruir as comunidades que afirmam querer proteger”. Ela destacou que não há espaço para arruaceiros mascarados nas ruas, que ameaçam e intimidam.

Long concluiu que, embora compreenda as preocupações após o ataque em Belfast, não se pode permitir que o ódio prevaleça.

O ataque ocorre em um momento de crescente tensão política no Reino Unido. Na semana anterior, a divulgação de imagens de câmera corporal relacionadas à morte de um homem algemado pela polícia após ser esfaqueado gerou forte comoção nacional.

Policiais foram criticados por sua atuação, enquanto líderes da extrema direita foram acusados de explorar o caso para incitar violência racista.

Starmer classificou o ataque de segunda-feira como “horrível” e “repugnante”, afirmando que não tolera cenas de violência em suas ruas. Kemi Badenoch, líder do Partido Conservador, associou o ataque à imigração ilegal, pedindo que a polícia esclareça os fatos rapidamente.

Nigel Farage, líder do partido populista de direita Reform UK, também pediu a revelação imediata da identidade e do status migratório do agressor.