Protestos em Londres: Conflito entre Marchas Contra Imigração e Apoio à Palestina

Protestos em Londres: Marchas Contrárias e a Favor da Palestina
No último sábado (16), milhares de pessoas se reuniram no centro de Londres para participar de dois protestos distintos: um contra os altos níveis de imigração e outro em apoio aos palestinos. A polícia mobilizou cerca de quatro mil agentes, incluindo reforços de outras regiões, e anunciou que utilizaria “o uso mais assertivo possível de nossos poderes”, caracterizando a ação como uma das maiores operações de ordem pública em anos.
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Logo após o início das marchas, a polícia reportou 11 prisões por diversos delitos.
A previsão inicial era de que pelo menos 80.000 pessoas participassem dos eventos. O primeiro-ministro Keir Starmer criticou na sexta-feira (15) os organizadores da marcha Unite the Kingdom, acusando-os de “propagar ódio e divisão, pura e simplesmente”.
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O evento foi liderado pelo ativista anti-islâmico Stephen Yaxley-Lennon, conhecido como Tommy Robinson, que tem um histórico criminal que inclui agressão e perseguição.
Proibições e Mobilizações
O governo britânico impediu a entrada de 11 indivíduos, considerados “agitadores estrangeiros de extrema-direita”, que estavam programados para discursar no protesto. Robinson, que pediu aos seus apoiadores que se comportassem pacificamente, descreveu a manifestação como “a maior demonstração patriótica que o mundo já viu”.
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Em setembro, uma marcha anterior atraiu cerca de 150 mil pessoas e contou com um discurso em vídeo do bilionário Elon Musk.
Mais de 20 pessoas foram presas durante aquele evento, e a polícia ainda busca mais de 50 suspeitos. Neste ano, Robinson esteve nos EUA, onde se encontrou com um funcionário do Departamento de Estado e falou sobre “os perigos do Islã” e “a islamização da Grã-Bretanha”.
Dados do censo de 2021 indicam que 6,5% da população da Inglaterra e do País de Gales se identificam como muçulmanos, um aumento em relação aos 4,9% de 2011.
Marcha Pró-Palestina e Tensão na Comunidade Judaica
Paralelamente, manifestantes pró-Palestina realizaram uma marcha em homenagem ao Dia da Nakba, que recorda a perda de terras pelos palestinos durante a guerra de 1948, após a criação de Israel. O termo “Nakba” significa catástrofe em árabe. Este evento também atraiu pessoas que se opõem à marcha Unite the Kingdom, com bandeiras predominantemente palestinas.
Londres tem enfrentado uma série de ataques a locais judaicos, e no mês passado, dois homens judeus foram esfaqueados em um incidente classificado como terrorismo. A polícia informou que as frequentes marchas pró-Palestina — 33 desde o ataque do Hamas a Israel em outubro de 2023 — deixaram muitos judeus com receio de frequentar o centro da cidade.
Apesar da diversidade de opiniões entre os manifestantes, a polícia tem realizado prisões por crimes de ordem pública com motivações raciais e religiosas, além de incitação ao ódio.
O governo alertou que manifestantes que gritassem “globalize a Intifada”, uma referência aos levantes palestinos, poderiam ser presos, já que muitos judeus britânicos veem isso como uma incitação ao antissemitismo. Durante os protestos deste sábado (16), alguns manifestantes entoaram cânticos como “Morte às Forças de Defesa de Israel”, o que, segundo a polícia, já resultou em prisões quando direcionado a judeus.
Autor(a):
Lucas Almeida
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.



