Um protesto inesperado marcou o desfile da Acadêmicos de Niterói no Grupo Especial do Carnaval do Rio, no domingo (15 de fevereiro de 2026). Durante o evento, um homem não identificado realizou uma manifestação contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no camarote Brahma nº 1 do Sambódromo.
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O manifestante, vestido com uma fantasia de “ladrão” e carregando sacos que simulavam dinheiro, além de adesivos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), fez referência aos pagamentos de aposentadorias e pensões da instituição. A manifestação ocorreu em meio ao desfile da escola de samba, que homenageava o presidente Lula.
O enredo da Acadêmicos de Niterói, que celebrava “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, utilizava o “mulungu”, uma árvore nativa da Caatinga e da Mata Atlântica (Erythrina velutina, que pode atingir até 15 metros de altura e floresce de agosto a janeiro), como símbolo.
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A escola, fundada em 2018 e que havia conquistado a Série Ouro em 2025, competiria com agremiações tradicionais como Mangueira, Portela e Salgueiro.
A manifestação gerou reações na oposição, que entrou com uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) para questionar o repasse de R$ 1 milhão da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo para a Acadêmicos de Niterói.
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O relator do caso, Aroldo Cedraz, negou a suspensão do repasse. A situação também envolveu ações da Republicanos-DF e do União Brasil-SP contra o presidente Lula, e um pedido de proibição do desfile por parte de Kim Kataguiri.
A situação se complicou ainda com o fato de o presidente da escola, Wallace Palhares, ter sido, anteriormente, assistente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O samba-enredo da Acadêmicos de Niterói, com duração de 6 minutos e 30 segundos, foi divulgado pelo Poder360.
