Protesto Exige Redução da Taxa Selic em Frente ao Banco Central
Dirigentes sindicais, movimentos sociais e estudantes se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo, na terça-feira (17), para manifestar sua insatisfação com a taxa Selic e pressionar o Banco Central. O ato, que ocorreu antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), visava influenciar a decisão sobre os juros básicos da economia.
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A manifestação foi marcada por críticas ao impacto dos altos juros no mercado de trabalho, no consumo e no desenvolvimento econômico do país.
Os líderes sindicais e representantes de movimentos sociais argumentaram que a taxa Selic elevada desestimula investimentos, prejudica a indústria nacional e agrava as desigualdades sociais, afetando principalmente a população mais vulnerável. A principal preocupação era o efeito do crédito caro na economia, que, segundo eles, impacta negativamente o poder de compra e a capacidade de investimento das empresas.
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Críticas à Política Econômica e ao Capital Financeiro
Renê Vicente, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) de São Paulo, destacou que “juros altos penalizam trabalhadores e ampliam desigualdades. Quando o crédito encarece, o consumo cai e os mais pobres sentem primeiro”.
Miguel Torres, presidente da Força Sindical e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, complementou, alertando que “juros elevados travam o desenvolvimento: quando o crédito fica caro, empresas deixam de investir, a indústria perde força e menos empregos são criados”.
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Defesa por uma Política de Juros Mais Baixos
Luiz Gonçalves, presidente estadual da Nova Central Sindical de Trabalhadores de São Paulo (NCST-SP), classificou a taxa de 15% ao ano como um “absurdo”, ressaltando que a falta de financiamento acessível impede a produção, o investimento e a geração de empregos.
Os manifestantes defenderam a queda imediata da taxa Selic como condição essencial para estimular o crescimento econômico e ampliar o acesso ao crédito.
Josimar Andrade, diretor da União Geral dos Trabalhadores (UGT), reforçou a necessidade de redução da taxa, argumentando que “nenhum país cresce mantendo uma das maiores taxas de juros do mundo”. A manifestação busca pressionar o Banco Central a adotar uma política monetária mais favorável ao crescimento econômico e à geração de empregos no país.
